Reabilitação Cardiovascular em Idosos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a reabilitação cardiovascular é: “o conjunto de atividades necessárias para assegurar às pessoas com doenças cardiovasculares boa condição física, mental e social, que lhes permita ocupar pelos seus próprios meios um lugar tão normal quanto seja possível na sociedade”.

A reabilitação cardiovascular iniciou na década de 50, em resposta à necessidade
de reduzir os efeitos debilitantes do não condicionamento físico imposto aos pacientes
com doença cardíaca. As razões pelas quais se deve desenvolver uma estratégia
preventiva baseada na reabilitação cardiovascular são as seguintes:

1. As Doenças Cardio Vasculares (DCV) são as principais causas de morte na maior parte dos países do mundo. São causa importante de incapacidade física e de invalidez e contribuem significativamente para o aumento de despesas com saúde;

2. A aterosclerose se desenvolve de forma insidiosa durante décadas e suas manifestações clínicas só se fazem notar nos estágios avançados da doença;

3. Em sua maior parte, as DCV possuem uma estreita relação com estilo de vida, assim
como com fatores fisiológicos e bioquímicos modificáveis;

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4. As modificações dos fatores de risco, promovidas pela reabilitação, reduzem a
morbimortalidade por DCV, sobretudo para os indivíduos classificados como de alto
risco;

5. A carga das DCV tem crescido nas últimas décadas, paralelamente ao incremento da
prevalência de fatores de risco, como obesidade, tabagismo, diabetes melito (DM) e
hipertensão arterial sistêmica;

6. Apesar do conhecido benefício da reabilitação cardiovascular para os pacientes com DCV, uma fração muito pequena, algo entre 5 a 30% dos pacientes elegíveis para participar de um programa de reabilitação, é encaminhada para ele. É provável que cifras menores do
que essas reflitam a realidade brasileira.


O exercício regular mantém um foco na reabilitação e confere importantes benefícios ao paciente com doença cardíaca. Os benefícios do condicionamento do exercício incluem maior capacidade física, redução das demandas miocárdicas de oxigênio, melhor perfil de risco da doença cardíaca e uma sobrevida melhor. Apesar dos benefícios serem semelhante ao dos indivíduos com coração ‘’normal’’, há algumas diferenças qualitativas nos ajustes fisiológicos ao exercício.

O tipo de doença cardiovascular que o paciente apresenta afeta a abordagem geral, mas os princípios básicos de prescrição de atividade são semelhantes em todas as formas de doença cardíaca. A avaliação clínica do paciente deve estabelecer que o processo da doença é estável, sem evidências de piora. Isso significa não haver alteração recente nos sintomas de dor torácica, dificuldade respiratória ou edema. Em várias situações é necessário tomar precauções especiais e o exercício deve ser evitado até que as condições sejam resolvidas ou estabilizadas.

Reabilitação em idosos
Idosos são definidos como aqueles com idade superior a 65 anos de idade. São conhecidos os benefícios obtidos em função da melhoria da capacidade funcional, qualidade de vida e modificação de fatores de risco nesta faixa etária. É uma população com um nível de capacidade física reduzida, com diminuição da flexibilidade, que apresenta alteração dos sentidos e diminuição do equilíbrio. Nesse cenário, a implementação de recomendações específicas tem um papel muito importante.

OBJETIVOS da reabilitação:
• Estimular o encaminhamento dos idosos para os programas de reabilitação cardíaca;
• Alcançar maior grau de independência, autocuidado e adaptação social;
• Fomentar exercícios de resistência para prevenir ou reverter sarcopenia;
• Considerar a possibilidade de que exista certa deterioração cognitiva que possa
representar um desafio na aprendizagem de técnicas de exercício, dieta e outros
princípios incluídos.
• Enfatizar a motivação pela aprendizagem, não só de exercícios, como também pela
informação relacionada à sua doença;

MÉTODO PILATES
Consiste no ensino cuidadoso dos movimentos que compõem os exercícios de
alongamento, flexibilidade, tonificação e individualização das estruturas corporais,
com ênfase no alinhamento postural. Concentra-se na atenção, controle, respiração e
no recrutamento das fibras musculares, para construir o movimento preciso. Na
prática de exercício, o movimento se inicia com a respiração. Respirar fundo expande o
corpo e ajuda a reorganizar o alinhamento postural do sistema esquelético. São seis os
princípios pelos quais o método é organizado e executado: concentração,
centralização, respiração, fluidez, controle e precisão. Assim, ensina os pacientes
cardiopatas a executar os movimentos que compõem os exercícios com harmonia e
equilíbrio.

O objetivo da aplicação do método Pilates em pacientes cardiopatas vem da
necessidade de uma abordagem global, uma vez que esses pacientes apresentam,
além da doença cardiovascular, um desequilíbrio postural. Com isso, além de melhorar
o condicionamento com exercício aeróbio, também utilizamos o método Pilates para
devolver de forma harmoniosa o equilíbrio postural, coordenação e flexibilidade com
exercícios selecionados e adaptados para essa patologia.

A resposta fisiológica ao exercício depende de quatro princípios básicos.
Primariamente, da sobrecarga que pode ser controlada combinando frequência,
intensidade, tipo e duração do treinamento. O segundo, refere?se ao sistema
metabólico, aeróbio e/ou anaeróbio, solicitado com o tipo de sobrecarga. No terceiro,
os benefícios são otimizados quando os programas são planejados para as
necessidades individuais e capacidades dos participantes. Por último, os efeitos são
transitórios e reversíveis.

ANDRESSA KELLY SANTOS BARBOSA
CREFITO 199681-F