Pilates na reabilitação, sim!

Quando pensamos em reabilitação, logo nos vem à mente a fisioterapia convencional. Mas, uma vez que o Pilates é um método seguro, eficaz e completo que visa um equilíbrio neuromuscular do corpo como um todo. Por que não o incorporar no tratamento de reabilitação?

O Pilates trabalha a mente e o corpo em conjunto e possui como princípios básicos: concentração, controle, centralização e respiração.

A partir desses princípios, aplicados por meio de um vasto repertório de exercícios, ele oferece vários benefícios como: aumento da força e resistência muscular, melhora da mobilidade e amplitude de movimento (ADM) da articulação acometida e das adjacentes, melhora da função e flexibilidade, além de uma melhora da respiração, coordenação motora, postura, equilíbrio estático e dinâmico.

Os exercícios de baixo impacto e de poucas repetições proporcionam resultados eficazes e, ao mesmo tempo, menos desgastantes às articulações e músculos.

Dessa forma, o Pilates pode e deve ser utilizado como ferramenta de reabilitação de diversas disfunções: no pré ou pós-operatório de cirurgias ortopédicas, no tratamento conservador, em dores crônicas e em algumas disfunções neurológicas (Parkinson, esclerose múltipla, etc).

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O Pilates tira essa visão de tratar exclusivamente o segmento lesionado, mas trata o corpo como um todo, melhorando a disfunção em si e equilibrando o corpo das várias adaptações (musculares, fasciais e até mesmo neurais) que se faz em virtude da lesão.

É um método que não oferece contraindicações absolutas, mas exige, sim, alguns cuidados e adaptações nos exercícios, no posicionamento e no controle da amplitude de alguns movimentos, de forma que se respeite sempre o ritmo e a progressão de cada paciente.

Além dos benefícios físicos oferecidos pelo método, o ambiente de um estúdio de Pilates e a convivência com os demais alunos proporciona uma melhora no estado emocional e psicológico do paciente, acelerando muitas vezes até o processo de reabilitação e recuperação.

Claro que o sucesso do tratamento deve-se à escolha de um profissional competente e capacitado que vai saber aplicar o método de acordo com a disfunção apresentada de forma segura e individualizada.

Fisioterapeuta: Nina Paula Pereira Oliveira
CREFITO: 146.228 – F

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