Pilates e Reabilitação

O Método Pilates possui diversas vertentes, é uma filosofia que evoluiu muito e, junto com o Fisioterapeuta, vem auxiliando muitas pessoas a melhorarem suas capacidades funcionais e aumentarem a sua qualidade de vida.

Além de ser um exercício prazeroso, o Método Pilates traz consigo respostas fisiológicas importantíssimas para potencializar a melhora de quadros de dor que encontramos cotidianamente em nossos pacientes.

Uma das respostas que encontramos são as adaptações biomecânicas – isso mesmo, o método Pilates, quando utilizado com fundamentação biomecânica, possui grandes resultados na melhora funcional e cinesiológica dos pacientes; melhorando mobilidade, aumentando força e resistência muscular, e o mais importante: aumentando de forma significativa a resposta motora cortical. Vamos falar um pouco sobre essa resposta motora cortical:

Resposta motora cortical

Nossos movimentos são respostas oriundas de nossas capacidades desenvolvidas durante toda nossa vida.

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Durante nosso desenvolvimento, cada movimento novo, cada força a mais, cada necessidade que nosso corpo é exposto, ele cria novas conexões neurais de caminhos de respostas àquela necessidade externa. Isso mesmo, a todo momento nosso corpo está criando novos caminhos para realizar o melhor movimento, seja apenas uma caminhada ou movimentos mais complexos, como movimentos específicos de um esporte.

E hoje já sabemos que os quadros inflamatórios, as dores e as lesões são causados de uma forma geral pelo aumento de sobrecarga funcional, ou, explicando melhor, causados pela falta de capacidade do corpo de responder aos estímulos externos.

Como o Pilates ajuda na reabilitação?

O exercício bem elaborado auxilia na criação de novas conexões neurais, aumentando assim a capacidade do paciente em responder a estímulos mecânicos externos. O Método Pilates, com toda sua abrangência de exercícios, consegue desenvolver o aumento da capacidade funcional através da repadronização biomecânica. Em outras palavras, o corpo fica mais inteligente – e é aí que conseguimos prevenir e tratar as lesões.

E não é só isso, o Método Pilates, através de todas suas respostas neurofisiológicas é uma das melhores ferramentas para melhorar de diversas patologias, dentre elas a Dor Crônica.

Dor crônica e Pilates

A dor crônica é um mal que assola cerca de 60 milhões de brasileiros, ou seja, mais de ¼ da população possui dor permanente, afetando seu cotidiano, diminuindo sua capacidade funcional, aumentando seu isolamento social e levando a altos índices de processos depressivos.

O Método Pilates, por sua vez, vem em um caminho contrário. Através de suas respostas fisiológicas, ele consegue aumentar a tolerância a dor e melhorar a mobilidade, possibilitando um corpo mais livre e leve para o movimento; aumenta a produção de hormônios que auxiliam no controle da dor, diminui o estresse, atinge zonas corticais do cérebro, que contribuem para melhora de quadros depressivos, além de fortalecer o corpo como um todo.

Percebemos que, se trabalharmos de forma adequada, temos uma ferramenta incrível nas mãos para melhorar as vidas de nossos pacientes.

Se você gostou e gostaria de saber mais, fique tranquilo, mês que vem voltaremos a conversar sobre o assunto. Na próxima matéria iremos passar algumas estratégias para tratamento de hérnias de disco cervical, umas das principais causas de dores na região de cabeça, pescoço e braço.

Prof. MSc. Felipe Alavarce, D.O
Mestre em Ciências da Saúde- USP
Especialista em Terapia Manual com ênfase em Osteopatia- UENP
Diplomado Em Osteopatia- AIOS (Association Internationalis dos Osteopathes du Sport)
Instrutor de Pilates – 2012
Professor dos Cursos De Formação em Pilates desde 2015
@prof.felipealavarce
@iarc.cursos

 

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