A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. É um problema comum e, muitas vezes, constrangedor. A gravidade varia de pessoa para pessoa: em alguns casos, é impossível segurar a urina ao fazer esforços como tossir ou espirrar. Essa é a chamada incontinência de esforço. Em outros casos, na conhecida incontinência de urgência, a vontade de urinar é tão forte e repentina que não dá tempo de chegar ao banheiro.
Incontinência de esforço
A incontinência de esforço acontece quando a pessoa não tem força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Isso significa que ela terá perda de urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer algo que põe a bexiga sob pressão ou estresse.
Incontinência de urgência
A incontinência urinária de urgência é mais comum nos homens e nas mulheres de idade avançada, embora possa ocorrer em qualquer idade. Este é também um dos tipos de incontinência urinária mais frequente nas pessoas que sofrem de doenças como a diabetes, acidentes cardiovasculares, demência, Parkinson e esclerose múltipla; mas também pode ser o indício de outras alterações ou condições (infeções urinárias, prolapso uterino, obstipação, etc.). A origem encontra-se numa hipersensibilidade da bexiga urinária por contração involuntária do músculo detrusor.
Incontinência mista
Combina os tipos de incontinência urinária, assumindo uma combinação entre sintomas de incontinência urinária de esforço e de urgência, descritos acima.
Causas
Estima-se que cerca de 35% das mulheres brasileiras entre 45 e 60 anos de idade apresentam incontinência urinária. Entre as causas principais está a fraqueza da musculatura da região pélvica, proveniente de envelhecimento, bexiga hiperativa, obesidade, doenças que comprimem a bexiga, tumores, tosse crônica, etc. Mas o problema também afeta as mais jovens, principalmente no pós-parto.
Como o Método Pilates pode auxiliar na prevenção e no tratamento da incontinência:
Assoalho Pélvico é um termo utilizado para nomear os músculos que se situam na parte inferior da pelve, tanto no homem quanto na mulher.
As principais funções são:
• Sustentação: a força da gravidade e o aumento da pressão intra-abdominal (rir, tossir, contrair, levantar) provocam pressão dos órgãos pélvicos, que contraem para manter o posicionamento desses órgãos.
• Esfincteriana: Os MAP (Músculos do Assoalho Pélvico) promovem fechamento rápido da uretra e do reto para garantir a continência.
• Sexual: Os MAP possuem receptores que aumentam a sensação de prazer sexual.
Como funciona o assoalho pélvico:
Os músculos do assoalho pélvico formam um oito (8), sendo que o círculo de cima envolve a abertura da vagina e da uretra e o círculo de baixo envolve a abertura do ânus.
Um assoalho pélvico saudável tem um bom tônus (firmeza) e elasticidade.
Entretanto a idade, a falta de exercícios em geral, e mesmo a gravidez e o parto (seja ele vaginal ou cesariana) fazem com que estes músculos fiquem mais fracos, o que pode dar início a uma incontinência urinária e prolapsos de órgãos pélvicos.
Pilates X Assoalho Pélvico
Na maioria das vezes, os exercícios pélvicos podem prevenir e tratar esses problemas. Como todo exercício, também necessitam de regularidade e progressão supervisionadas por especialista.
Pesquisas mostram que os MAP são ativados quando ativamos nossa musculatura abdominal profunda. No Método Pilates, tanto músculos abdominais quanto os MAP serão requisitados para a correta execução dos movimentos.
Para estabilizar a pelve e garantir o bom posicionamento corporal da técnica, é indispensável recrutá–los!!
A Fisioterapeuta Tarcila Dal Pont explica que o equilíbrio entre a lordose lombar, os músculos transverso do abdome, multífidos, diafragma e a pelve, são os princípios básicos do tratamento de incontinência urinária com a utilização do método Pilates.
Ela sugere os seguintes exercícios para o tratamento:
1. The hundred modificado – Pilates clínico;
2. Criss Cross (cruzado) modificado – Pilates clínico;
3. Shoulder bridge – Variação
;4. Horse;
5. Leglowers – Variação frog.
E você, quais exercícios costuma aplicar nos seus alunos com incontinência urinária? Conte pra gente nos comentários.