O Pilates e o bebê pélvico

Bebê pélvico = bebê sentado. E agora?

Se você é gestante, certamente já ouviu falar sobre o bebê pélvico. A gestação é um período da vida conhecido por trazer à cabeça das mulheres centenas de dúvidas. Então, é comum surgir uma preocupação quando se identifica que o bebê se encontra nessa posição pélvica dentro do útero. Geralmente, durante um ultrassom, a mamãe escuta: “hum, está sentado…”. E aí começa a insegurança:

? E se ele não virar?
? Vou ter que fazer uma cesariana?
? Quais as consequências?

Em primeiro lugar: com quantas semanas essa informação sobre o bebê estar pélvico é relevante?

Da esquerda para direita: bebê pélvico, bebê transverso, bebê cefálico

Segundo a OMS, de 3% a 4% dos bebês assume a posição pélvica (sentada na pelve) no final da gestação. Importante saber que é possível convidar o bebê a virar de cabeça para baixo, assumindo uma posição melhor para nascer, seja pelo parto normal ou pela cesárea.

Por que é importante a posição cefálica?

Quando o bebê não se encontra na melhor posição, tanto a mãe como o bebê podem sofrer algumas consequências, como por exemplo:

– a mãe pode vir a sofrer um desconforto maior na coluna;
– acarretar displasia no bebê (problema que afeta o encaixe perfeito do quadril);
– além de gerar morosidade na hora do parto.

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Na maioria das vezes, o problema é a falta de espaço ou musculatura e ligamentos mais rígido e tensos na região da pelve, impossibilitando o movimento natural do bebê.

Ao longo da minha carreira tive a oportunidade de estudar várias técnicas para entender os diferentes aspectos das posições do bebê. Desenvolvi um método associado ao Pilates que utiliza a técnica crânio sacral para a movimentação natural intensionada do bebê.

A importância do Pilates

O Pilates, neste contexto, tem como objetivo trazer alongamento, flexibilidade dos ligamentos (incluindo o ligamento útero sacral), diminuindo a pressão dos órgãos e aumentando os espaços internos. Compartilho abaixo alguns exercícios para convidar esse bebê pélvico a virar. Quem executa é a gestante Maysa Molina C. Alves:

Ponte no Cadillac

Posição inicial:
Deitado de decúbito dorsal, a cabeça do lado oposto à barra e o quadril um pouco atrás da barra do Cadillac, conforme mostra a figura. Joelhos flexionados com os pés (metatarso) apoiados na barra torre. Coluna neutra e braços ao longo do tronco.

Movimento 1:
Inspire na posição inicial e expire estendendo os quadris e joelhos, empurrando a barra para o teto.

Movimento 2:
Articule a coluna vértebra por vértebra para subir o quadril, até manter um alinhamento da coluna. Faça uma respiração completa em cima e volte cada parte do corpo (quadril, coluna e joelhos).

Observação
Estamos trabalhando mobilidade da coluna e alongamento dos ligamentos da pélvis, para que o bebê sinta o espaço amplo. Importante não esquecer de uma respiração completa no movimento final.

Inversão na Chair

Posição inicial:
Ajoelhado na Chair, com o corpo estendido e os braços para cima, ao lado das orelhas.

Movimento 1:
Inspire, iniciando o movimento de sentar no calcanhar e deslizando os braços para o pedal.

Movimento 2:
Expire, empurrado o pedal em direção ao chão e dividindo o peso nas mãos e no joelho. Ao chegar no limite, faça um ciclo de respiração completa e retorne pelo mesmo caminho que realizou o exercício.

Observação
Para que se sinta mais segura e confortável, busque o apoio de uma segunda pessoa, especialmente de uma instrutora de Pilates habilitada. O exercício tem como fundamento deixar o bebê flutuante para que crie uma sensação de espaço na região pélvica. Repare que ao final de cada movimento existe uma pausa de respiração. Isso permite estimular o bebê pélvico a virar para a posição correta.

Gato na barra torre

Posição inicial
Em frente a barra torre, de joelhos, segurando a barra, com a coluna neutra e alinhada.

Movimento 1
Na inspiração role a coluna, empurrando a barra para frente, buscando sempre organizar da melhor forma possível o quadril e os ombros.

Movimento 2
Na expiração empurre a barra até que seu ombro esteja alinhado com suas mãos e sua coluna em 90 graus. Chegando ao final do movimento, faça uma respiração completa e retorne à posição inicial.

Observação
Melhora o movimento da região torácica da coluna vertebral, além de estimular a descarga alternada de peso.

Repare que ao final de cada movimento existe uma pausa de respiração. Isso Permite estimular o bebê pélvico a virar para a posição correta.

Natalia Lima
Terapeuta, Doula, Mentora de Gestante e Bailarina
@oficialnatalima
DRT 353-2006
CRTH-BR 6478
Proprietária do ESPAÇO TATVA

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