O Pilates clássico na atualidade I

Como havia prometido no texto anterior, destino essas palavras para compartilhar ideias a partir de uma conversa que tive com JungheeWon, ao recebê-la em meu estúdio em agosto deste mesmo ano. Para quem não conhece Junghee, recomendo que leiam o primeiro texto sobre o assunto publicado aqui na Revista Pilates, “As transições no Pilates clássico”.

Preparei-me para a vinda de Junghee treinando muito, organizando minhas ideias, escrevendo perguntas e alimentando minhas dúvidas. Além de todo o treinamento, escolhemos um tema para um bate-papo: O PILATES CLÁSSICO NA ATUALIDADE. Essa escolha refere-se a duas categorias que julgo essenciais para uma boa reflexão sobre o Pilates, são elas: tempo e tradição.

A relevância do tema consiste na situação delicada de caminharmos na corda bamba entre inovações completamente sem sentido, que descaracterizam e banalizam o método, e o posicionamento rígido e ortodoxo de não aceitarmos qualquer tipo de mudança com o argumento simplista de que era assim e não de outro jeito.

Não vejo outra maneira de tratar essa questão senão pela aproximação com pessoas que hoje são referências no mundo do Pilates. Na conversa que tive com Junghee, uma coisa ficou evidente: os professores tradicionalistas, que representam o Pilates clássico, atuam no sentido da preservação dos princípios, dos valores, da linguagem, da história, dos equipamentos, da filosofia e, principalmente, da técnica do trabalho deixado por Joseph Pilates.

O problema consiste no fato de que a velocidade das influências mercadológicas, e até mesmo o cientificismo exagerado, tendem a não considerar o valor de uma tradição.

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Junghee fez questão de frisar que falava do ponto de vista da sua verdade, isso significa falar a partir do conjunto de experiências vividas principalmente com Romana Kryzanowska, já que, mesmo dentro do Pilates clássico, há diferentes maneiras de se ensinar a mesma metodologia.

No livro, “Descobrindo o Pilates clássico puro”, (Peter Fiasca, 2012; pg.38) relata essas diferenças da seguinte forma:

“Romana Kryzanowska, Kathy Grant e Jay Grimes enfocam seus ensinos de maneiras diferentes, porque cada pessoa é diferente. Kathy tende a colocar mais ênfase na melhora da estabilização e no início preciso do movimento nos exercícios de pré-pilates e também nos níveis básico e intermediário. Por outro lado, Romana também presta atenção a esses aspectos, mas ressalta outras qualidades, como o seu atletismo artístico característico e toda a gama de vocabulário de movimento de Joseph Pilates com aqueles que são capazes. Jay, como Romana, ensina também utilizando o sistema inteiro da contrologia, incluindo uma profunda descrição da filosofia de trabalho de Joseph Pilates. Jay também ressalta o enfoque fortemente masculino e a vigorosa intensidade que transmitia Joseph Pilates.”

Apesar das diferenças citadas, e certamente haviam outras, creio que há algo de semelhante entre elas. Para entender essa semelhança gostaria de propor ao leitor uma linha de raciocínio a partir do conceito de linguagem.

*Continua no próximo post!

ALEXANDRE LUZZI
SÓCIO PROPRIETÁRIO NA ESCOLA DE PILATES CLÁSSICO TAI KEN

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