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Miastenia e Pilates

Você está preparado para atender um cliente com Miastenia?

João Carlos, 52 anos, morador da Zona Norte de São Paulo, mesmo contrariando seu médico que o proibiu de fazer qualquer atividade física, nos procurou para saber se poderia fazer Pilates. Ele está há um ano e meio tratando de Miastenia. Como esta é uma doença delicada, antes de mais nada, vamos pontuar algumas questões:

Em resumo, a Miastenia é uma doença neuromuscular, autoimune, que tem como principal déficit a contração muscular, isto é, a má transmissão dos impulsos nervosos para os músculos. Normalmente, vemos mais casos afetando os membros e tronco.

Os sintomas podem começar com a fraqueza dos músculos dos olhos, seguido de dificuldade de engolir, fraqueza dos músculos da mastigação, fala comprometida e dificuldades para caminhar, subir e descer escadas e realização das atividades diárias.

Não estando em surto ou em crise (quando está em crise normalmente apresentará um problema respiratório associado que pode evoluir para um quadro de internação, até o estágio de intubação), o paciente pode até praticar algum tipo de atividade física, mas ela deve ser conduzida com muito cuidado.

Devido à dificuldade de parâmetros, muito médicos realmente contra indicam a prática de atividade física e sugerem apenas fisioterapia. Agora, se feito, os exercícios físicos devem ser de baixíssimo impacto, não pode causar nenhuma fadiga. Eles devem ser praticados com cargas leves, poucas repetições e um bom intervalo entre um exercício e outro. Contrariando algumas dessas regras acima você pode levar o paciente a um quadro de crise que, evoluindo, pode chegar a morte. Por isso, muito cuidado instrutores!

Nossa sugestão para o João Carlos ou qualquer outro indivíduo que esteja chateado por estar envolvido no mundo da Miastenia é que se realmente resolver praticar Pilates, que o mesmo seja aplicado por um Fisioterapeuta com especialização em neurologia, ponto fundamental para o sucesso do programa. Pois esta é uma situação que exige um conhecimento mais profundo de níveis de fadiga e capacidade de analisar sinais para evitar tal estado.

A questão é tão delicada e merece um conhecimento não visível de forma tão clara. Estudos dizem que um paciente pode utilizar o seu diafragma (músculo tão importante para o mundo do Pilates) quatro vezes mais do que uma pessoa normal e é essa alta e forte utilização que pode decorrer na fadiga, crise e demais complicações.

Resumindo, se você é instrutor, só aceite esses casos se tiver total conhecimento, caso contrário indique para um colega da área que possa realmente ajudar esse paciente. Miastenia é uma doença delicada e exige muito conhecimento!

Até breve,

Ge Gurak
Educadora Física especialista em Atividades Físicas e Programas de Saúde
Instrutora da Equipe Trabalhando com Pilates

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