Lombalgia e sedentarismo

Efeito do método pilates na lombalgia adquirida pelo sedentarismo

A lombalgia, atualmente, é um dos problemas que mais atinge a população mundial. Desde os primórdios, até hoje, houve mudanças significativas na vida do ser humano, principalmente em virtude do comodismo trazido pelo avanço da tecnologia.

O passar dos anos gerou um estado de hipocinesia, ou seja, baixo nível de movimento, que é uma doença causada, ou associada à falta de exercício físico. Com isso, veio o sedentarismo, que é definido como a falta, ausência e/ ou diminuição de atividades físicas.

Para CARVALHO (1999), ser sedentário supera o risco de ser obeso, ter colesterol elevado, ser hipertenso e se compara até ao risco de ser tabagista, que são outras situações de risco.

Todo cidadão adulto deve realizar pelo menos trinta minutos de atividade física, pelo menos
cinco vezes por semana, segundo PATE (1995). Mas, ao invés disso, as pessoas estão cada vez mais adotando um estilo de vida sedentário, sem perceber que estão colocando suas vidas em risco.

Com a falta de atividade física, os sistemas funcionais acabam em desuso, o que pode acarretar em várias doenças. Como o ser humano está adotando um estilo de vida
mais confortável, o corpo acaba reduzindo o seu consumo energético.

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Como ter uma vida mais saudável

O primeiro passo para ter uma vida saudável e combater o sedentarismo, é realizar uma atividade física, por pelo menos trinta minutos, regularmente, assim estará prevenindo hipertensão, cardiopatias e principalmente a lombalgia.

A coluna vertebral é o segmento mais complexo e funcional do corpo humano, exerce ligação entre os membros superiores e inferiores, movimentando nos três planos. HALL (1993). Os tipos de movimentos da coluna são: flexão lateral, ou inclinação lateral do tronco, flexão anterior do tronco, extensão do tronco e rotação do tronco.

Prevenindo o excesso de deslocamento e a instabilidade, o transverso do abdome é capaz de estabilizar vértebra por vértebra, segundo JEMMETT (2002). MCGILL (2002) acredita que todos os músculos do tronco tem seu papel na estabilização, sendo os multífidos e o quadrado lombar como estabilizadores – chave do tronco.

Posturas estáticas adotadas no trabalho, tarefas repetitivas, fatores pessoais e psicológicos, são considerados fatores de risco, que desencadeiam a lombalgia. PONTE (2005).

Pilates na lombalgia

O Método Pilates, vem sendo aplicado em fisioterapia e educação física. Este método, tem se mostrado eficiente na reabilitação de lesões ortopédicas e neurológicas, que envolve dores crônicas. Isso porque os exercícios são sem impacto para as articulações de sustentação do corpo, ideal para manutenção da boa postura e alinhamento corporal, enfatizando o fortalecimento dos músculos abdominais e lombares.

Como os exercícios são de baixo impacto para as articulações, estas são preservadas. ANDERSON (2005). Segundo KOLYNIACK (2004), o Método Pilates é uma eficiente ferramenta para fortalecer a musculatura extensora do tronco, evitando assim, o desenvolvimento de distúrbios da coluna lombar.

KISNER/COLBY (1998), acreditam que flexibilidade é a habilidade para mover uma articulação, livre de dor e restrição. Os estudos apontam que o Método Pilates é uma eficiente ferramenta para fortalecer a musculatura extensora do tronco, atuando no desequilíbrio entre função dos músculos envolvidos na extensão do tronco.

Verificou-se também que a vida sedentária é reconhecida como importante contribuinte para a ausência da saúde, podendo exercer efeito deletério sobre os sistema musculoesquelético. Sendo assim, o Método Pilates se torna mais uma ferramenta disponível para a prescrição de uma intervenção diferenciada e específica.

Vanessa Molina
Profissional de Educação Física
Gestora do estúdio Pilates Vanessa Molina

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CARVALHO, T. Sedentarismo, o inimigo público número um. Rev. Bras.Med.Esporte.
vol5.n3.Niterói. May/june 1999. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/s1517-
86921999000300004.> Acesso em:24/abril de 2011.
PATE, RR; PRATT, M; BLAIR, SN; ASKUL, W; et al. Physical activity an public Health. A
recommendation from the centers for Disease control and Prevention an the American college os sports medicine. JAMA.1995;273 (5):402-7.
JEMMET, Richard. Spinal stabilization:the new Science of back pain. Halifax: RMJ fitness and Rehabilitation Consultants, 2002.
MCGILL, STUART. Low back disorders: evidence-basead prevention na rehabilitation. Champain, III: Human Kinects, 2002.
PONTE, C. Lombalgia em cuidados de saúde primários. Sua relação com características
sociodemograficas. 2005
<http://www.apncg.pt/files/54/documentos/20070528155749448772.pdf>
ANDERSON,B.D; SPECTOR, A. Introduction to Pilates-Basead Rehabilition. Orthopaedic Physical Therapy, 2005. Disponível em: <http://www.pilates.com/resources/librarydocs/intro-pilates-
rehab.pdf> acesso em: 07/ julho de 2011.
KOLYNIAK, I.E.G; CAVALCANTI, S.M.B; AOKI, M.S. Avaliação isocinética da musculatura envolvida na flexão do tronco: efeito do método pilates. Rev. Med. Esporte. 2004, 10:487-90.
KISNER, C; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 3 ed. São Paulo, Manole, 1998.
KISNER, C; COLBY, L.A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 3 ed. São Paulo, Manole, 1998.

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