Funcionalidade do Quadril

A articulação do quadril é formada pelo acetábulo da pelve e a cabeça do fêmur, sendo envolvida por cartilagem articular, lábio do acetábulo, liquido sinovial, ligamentos e músculos que tem importante papel na harmonia de estruturas estáveis e móveis para produzir movimento.

quadril 1

Esta articulação realiza movimentos no plano sagital, frontal e transversal, executando a flexão, extensão, adução, abdução, rotação interna e rotação externa do quadril.

É uma articulação com função de mobilidade quando se fala na funcionalidade integrada. Está ligada a pelve – que está no centro do corpo e é a base do tronco suportando sua carga e os órgãos internos.

O quadril participa de vários movimentos funcionais do dia-a-dia, principalmente no momento de sentar e caminhar. Sua mobilidade e estabilidade são fundamentais para que se tenha bom padrão de movimento nestas atividades diárias, evitando dores ao realizar ou permanecer muito tempo nestas posições.

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O posicionamento inadequado da pelve pode gerar encurtamento do quadrado lombar, dos músculos isquiotibiais, iliopsoas, quadríceps, reto abdominal, oblíquo do abdome e do piriforme – afetando o bom funcionamento da articulação do quadril -; e provocar fraqueza do músculo glúteo. Podemos observar abaixo a pelve na posição adequada, ou seja, pelve neutra (figura 3), já nas figura 1 e 2 podemos notar pelve em retroversão e anteversão, respectivamente.

quadril 2

Os desequilíbrios musculares citados acima irão influir na alteração da funcionalidade do quadril, reduzindo a amplitude dos movimentos e dificultando a estabilidade do quadril, ocasionando assim uma alteração no padrão de movimentos funcionais, como agachar e locomoção.

Além de todos os desequilíbrios já citados, a transformação na funcionalidade do quadril pode estar relacionada a patologias do ombro, joelho e mudanças na marcha.

No caso do ombro, ela se deve principalmente pelo encurtamento da musculatura abdominal e consequente encurtamento da cadeia anterior do tronco (fáscia muscular), levando a rotação interna e protrusão do ombro, favorecendo patologias no compartimento anterior da espádua.

Já em relação ao joelho, as alterações relacionam-se diretamente a fraqueza do músculo glúteo, que é um importante estabilizador de quadril e joelho, levando uma maior sobrecarga na articulação óssea, alterando assim toda a biomecânica dos membros inferiores, ocasionando em alteração da marcha também.

Manutenção da Funcionalidade do Quadril

Para manter a funcionalidade do quadril é necessário ter abertura completa dos membros inferiores? Precisamos ser tão flexíveis? Fazer os espacates e arabesques do balé?
Tais movimentos são lindos de ver, mas não precisamos de toda esta amplitude não. Temos algumas medidas para avaliar a funcionalidade do quadril nos movimentos ativos.
Abaixo podemos conferir o quadro com os movimentos e suas respectivas amplitudes funcionais desejadas.

quadril 3*Essas medidas são baseadas na média de amplitude encontrada na literatura.

Tais amplitudes poderão ser trabalhadas para manutenção ou o ganho destas aberturas através dos exercícios de Pilates e treinamento funcional, priorizando sempre a funcionalidade desta articulação, respeitando limitações estruturais ou patológicas.

Visando a funcionalidade do quadril, é imprescindível trabalhar em todos os planos que essa articulação realiza seus movimentos integrando os movimentos do quadril e demais articulações, visando a correção, manutenção e treinamento dos padrões de movimentos funcionais.

Então vamos focar na qualidade do movimento do quadril e sua funcionalidade!

Andréia Souza
CREFITO 194412F
Fisioterapeuta, Instrutora de Pilates e Treinamento Funcional no Studio Stylo Beach Pilates em Florianópolis.