Cuidados que o instrutor deve ter com o próprio corpo

Sempre orientamos os nossos alunos sobre a correta execução dos movimentos dentro e fora do estúdio de Pilates. Mas nós instrutores acabamos pecando com nossos próprios corpos na rotina de trabalho.

O mais comum no Brasil são turmas pequenas (de três ou quatro alunos), onde cada cliente está fazendo um exercício diferente em um aparelho diferente. Para manter todos ocupados o instrutor acaba se negligenciando e tende a fazer o que é aparentemente mais rápido, e não o que é certo com as suas articulações. Ele carrega caixas, puxa molas, arrasta aparelhos, pega alças e acessórios no chão, sempre correndo contra o tempo. Para piorar, uma boa parte desses profissionais não é praticante do método. Parece contraditório, mas é a realidade.

2m6uhaor

Nós, instrutores, temos que colocar em prática tudo o que usamos com os alunos. Lembra do famoso Power house? Pois é, você também tem o seu e deve usá-lo. Não são só os seus alunos que devem manter os ombros longe das orelhas, tomar cuidado com o alinhamento dos punhos, dobrar as pernas em vez de flexionar o tronco ao pegar algo no chão e fazer qualquer esforço com o abdome acionado.

g5f5vobt9

PUBLICIDADE
Linha WAVE 2.0 estúdio completo, design exclusivo
Five de um UP no seu estúdio
Linha WAVE 2.0 estúdio completo, design exclusivo

Enquanto estivermos em pé, parados, devemos nos alinhar, pensando no crescimento axial, acionamento do Core, favorecido pela base Pilates, e o correto posicionamento da cintura escapular. Manter os braços para trás do tronco, com os dedos entrelaçados, ajuda a nos lembrar de abrir o peito e encaixar as escápulas.

Outro fator importante é manter a organização do estúdio. As alças, molas e acessórios não devem ficar jogados no chão, senão no fim do dia o instrutor terá agachado centenas de vezes para alcançar esses objetos. Cada aparelho deve ficar com o seu conjunto de molas, isto é, um par de cada cor, senão a todo momento ele terá que perder tempo procurando onde foi parar cada uma e ainda há o risco de se misturar uma mola mais gasta do que a outra.

zri1z6w29

Em muitos países, o aluno participa ativamente das aulas, sendo ele o responsável pela troca das molas e pelo deslocamento de acessórios, como a caixa do Reformer, por exemplo. O raciocínio é que o praticante fará isso duas ou três vezes por semana, enquanto o instrutor teria que fazer isso muitas vezes por dia. A cultura do brasileiro é de servir o cliente e talvez esse modelo não se adaptaria bem a todos, mas podemos evitar alguns esforços desnecessários, como ensinar o aluno a colocar e tirar as alças de pés sozinhos no Reformer, em vez de termos que empurrar o carrinho para conseguir fazer isso.

Outro crime é demonstrarmos exercícios complexos sem termos aquecido devidamente o corpo. O ideal é tentarmos descrever verbalmente os movimentos, dar estímulos táteis e só demonstrar o que realmente é necessário e com pesos que não desafiem o corpo.

Pequenas mudanças na rotina podem trazer enormes benefícios. Ouça o que você fala para os seus alunos e aplique em sua vida. Seja praticante do método que você usa com os seus clientes. A prática não só leva à perfeição, mas também te faz entender melhor as compensações e as sensações que cada exercício traz.

Cuide-se! Lembre-se que seu corpo é fundamental para seu trabalho.

www.espacofluir.com

Monique Ayala
Fisioterapeuta e Instrutora de Pilates.
Crefito-2 69066-F

Hellen Morita
Fisioterapeuta e Instrutora de Pilates.
Crefito-2 76136-F

PUBLICIDADE
Linha Infinity 2021 Turbine seu estúdio
Linha Infinity 2021 Turbine seu estúdio
Five de um UP no seu estúdio

1 COMENTÁRIO