logo-tsp

Posts Tagged ‘flexibilidade’

Pilates: força e equilíbrio para ciclistas

May 16th, 2013

Foto: Ivan Storti

 

Não é novidade que o Pilates é um dos exercícios mais indicados como complemento para quem é esportista. Os ciclistas que incluem o método no treinamento de rotina melhoram não só a força, mas a postura, o equilíbrio e a agilidade na execução dos movimentos. Uma sessão de Pilates duas a três vezes por semana é muito eficaz no desempenho desse atleta.

Segundo a fisioterapeuta esportiva Rosana Vaz, grande parte dos ciclistas competidores sentem dores musculares e lombares depois do treino ou competição. Depois de algumas semanas no Pilates, pacientes com este quadro melhoram consideravelmente as dores e passam a corrigir certas falhas.

A técnica aumenta a força das pernas e na parte superior do corpo, o que ajuda o ciclista a manter a postura correta e ter maior impulsão nas pedaladas. “Outra vantagem é o alongamento dos flexores do quadril e do quadríceps, o que reduz as dores lombares e nas costas”, afirma Rosana.

O exercício melhora o equilíbrio do ciclista, contribuindo para minimizar as quedas frequentes e promovendo uma maior consciência corporal. As técnicas de respiração do Pilates também ajudam no aumento da resistência do atleta. Utilizando exercícios específicos, é possível acelerar a recuperação das pernas cansadas, trabalhando a circulação.

“O Pilates também corrige os desequilíbrios musculares, muito comuns no ciclismo. Esse esporte trabalha principalmente o quadríceps, por isso é importante fortalecer os músculos da coxa, para estabilizar as pernas e manter as articulações do joelho e quadril alinhadas”, explica a fisioterapeuta.
A técnica só é contra-indicada no caso de lesões associadas, quadros de dor ou edema e ciclistas não atletas.

 

#PratiquePilates – Mergulho do cisne no Ladder Barrel

May 3rd, 2013

O exercício de hoje da série #PratiquePilates é bonito no nome e mais ainda no movimento. Vamos aprender como se realiza o Mergulho do Cisne no Ladder Barrel, equipamento da STOTT PILATES™. Esse aparelho foi desenhado para aumentar a flexibilidade e o condicionamento do “CORE”, desafiando qualquer pessoa, do amador ao profissional.

EXERCÍCIO: Mergulho do Cisne (dificuldade intermediária)

Para iniciar esse exercício, mantenha-se em decúbito ventral (de bruços) no equipamento, com a cabeça longe da escada. Os joelhos devem ficar flexionados e as pernas em rotação lateral. Posicione os metatarsos dos pés em um degrau da escada, calcanhares no degrau acima, calcanhares unidos e dedos afastados. Mantenha os pés no degrau apropriado para posicionar a pelve atrás do ápice do Barrel com a coluna lombar em flexão. Os braços devem permanecer alongados e a porção superior do tronco relaxada sobre o equipamento. Lembre-se, também, de deixar as escápulas estabilizadas.

Mergulho do Cisne no Ladder Barrel, da STOTT PILATES™

Em seguida, inspire, mantenha os calcanhares unidos o máximo possível e estenda as pernas para deslizar a pelve à frente. Simultaneamente, alongue a coluna à neutra formando uma linha dos pés à cabeça (posição de dardo), alongando os braços para continuar a linha, palmas das mãos voltadas para baixo. Expire, estenda a coluna, levando o peito em direção ao teto. Flexione os joelhos e estenda os quadris.

Simultaneamente, leve os braços para cima em direção ao teto abrindo-os levemente e virando as palmas das mãos uma para a outra. Logo após, inspire, estenda as pernas, abaixando e alongando o tronco para a posição de dardo, alongando os braços para continuar a linha, palmas das mãos voltadas para baixo. Repita a extensão da coluna na expiração e o abaixar à posição de dardo na inspiração mais uma vez.

Expire, flexione os joelhos e deslize a pelve para baixo, flexionando o tronco sobre o Barrel e retornando à posição inicial. Complete três séries inteiras.

 

MAIS PILATES!
#PratiquePilates – Port de Bras no Cadillac
#PratiquePilates – Flexão lateral no Ladder Barrel
#PratiquePilates – Flexão no solo com a Stability Chair

Pilates e Escoliose: melhora da flexibilidade e dor

July 10th, 2012

Por Rafaela Porto

Instrutora Certificada STOTT PILATES ™

Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit

 

Foto: Chico Audi

Como vimos em nosso texto: “Benefícios da atividade física para quem tem escoliose”, escoliose é uma deformidade da coluna vertebral em forma de “C” ou “S”. O hábito postural pobre está associado diretamente com o uso do corpo em suas atividades da vida diária (AVD) também.

30% dos casos de escoliose são devido a hábitos posturais. Muitos casos de dores nas costas estão ligados aos hábitos posturais causando um desequilíbrio entre o trabalho das AVDs e a capacidade funcional em atividades de performance.

A literatura tem apresentado conclusões onde o método Pilates e técnicas terapêuticas têm melhorado problemas posturais. Entre estas técnicas estão: exercícios físicos, estimulação elétrica dos músculos (também associado com exercícios), osteopatia, RPG (reeducação Postural Global) e outros.

Uma das formas utilizadas para promover uma musculatura restaurada é o método Pilates por que para aumentar a resistência utilizamos a força da gravidade e molas adicionadas á execução de cada movimento. 

O estudo “O EFEITO DO MÉTODO PILATES NO GRAU DE ESCOLIOSE ESTRUTURAL E A MELHORA DA FLEXIBILIDADE E DOR EM MULHERES ESTUDANTES (Journal Of Body & Movment Therapies, 2011)” concluiu que com o método Pilates conseguimos diminuir significantemente o grau da escoliose dos praticantes, aumentando ainda a flexibilidade da cadeia muscular posterior e também reduzindo dores na coluna.

Pratique Pilates…no pain, all gain!!

Como potencializar o treinamento desportivo

July 2nd, 2012

Segundo GIRALDES, Treinamento Desportivo é o conjunto de atividades que tendem a desenvolver as qualidades mentais e físicas com o objetivo de alcançar o máximo de rendimento individual.

Cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino determina o retorno do resultado desportivo que o atleta irá alcançar no futuro. Isto acontece porque à medida que o atleta vai acumulando o trabalho dos vários dias de treino, consegue condicionar sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição.

Todos os atletas em geral têm a carcterística de serem comprometidos e buscam estabelecer metas ambiciosas em relação suas limitações. A satisfação de alcançar o resultado planejado pode estar diretamente direcionada em desfrutar ao máximo a execução da atividade, por isso,  o treino diário costuma enriquecer sua vida ao ponto de valer a pena todo o esforço e disciplina necessários.

Existem algumas estratégias mentais que são consideradas relevantes na contribuição para o sucesso de atletas nos mais variados desportos:

Trabalhar a attitude- O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

Trabalhar a tenacidade mental- Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.

Extrair os aspectos positivos- Os bons hábitos diários criam vias poderosas que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo, o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

Diminuir os efeitos da dor?-?Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassar esses mesmos limites. No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento.

Evitar o excesso de informação Os atletas possuem a habilidade de focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as “pistas” ou “atalhos” que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim, conhecer o motivo de distração e sabotagem de uma boa execução.

Fonte: Chico Audi

Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo. A repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino. Por isso, é muito importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance.

Muitos atletas profissionais e armadores, vêm procurando o método Pilates, como complemento de seus treinos, pois ele aumenta a consciência, equilíbrio corporal, trabalha propriocepção, refina os movimentos, alonga, fortalece os músculos uniformemente, proporciona a reabilitação do atleta e o mais importante, previne futuras lesões.

O Pilates trabalha o corpo como um todo, o que garante que a verdadeira flexibilidade possa ser alcançada, pois todos os músculos são trabalhados para se desenvolver uniformemente.

Durante os exercícios a atenção deve estar inteiramente focada na tarefa que se executa, mente e corpo precisam estar coordenados para atingir o máximo resultado com o gasto mínimo de energia. Os movimentos devem ser conscientes, exigindo um verdadeiro equilíbrio entre corpo e mente.

Estabilizando-se coluna, quadril e escápulas, dissociando membros, reorganiza-se o tronco com exercícios que propõem gestos conscientes que se assemelham-se com atividades funcionais. Trabalhando lateralidade e coordenação motora utilizando-se de rotações, flexões e extensões, para suavizar compensações, busca-se o equilíbrio do corpo como um todo.

Devemos aprender a “dominar a arte de respirar corretamente” (Joseph Pilates). Para isso, no método Pilates a respiração é aliada ao exercício, trabalhando-se todo o aparelho respiratório, promovendo um aumento na capacidade respiratória e oxigenação do sangue. Os atletas que conseguem perceber e desenvolver estas capacidades ganham uma vantagem competitiva.

Fonte: Portal da Educação Física e Gaia Pilates

Pilates como atividade física para pacientes Asmáticos

June 28th, 2012

A terapêutica medicamentosa, a higiene ambiental e a psicoterapia ocupam-se com a s causas da crise de asma, ao passo que a atividade física orienta-se em função dos danos físicos-orgânicos e sociais que podem ser causados pela doenca, entendendo que o engajamento em programas de atividades físicas não exclui o tratamento medicamentoso e os cuidados ambientais. O profissional envolvido com essa categoria de paciente, deve conhecer os medicamentos, alergênos mais comuns e ser capaz de reconhecer a gravidade de uma crise, para, desse modo, orientar e tomar os procedimentos mais adequados em cada situação.

O programa ideal de atividades físicas adaptado ao portador de asma baseia-se em reeducação respiratória, postural e condicionamento físico.

Reeducação respiratória:

Um fator limitante para as atividades físicas do asmático é a rigidez torácica, por isso, são recomendados exercícios de desbloqueio torácico, com o objetivo de aumentar a mobilidade costovertebral. O desbloqueio torácico é anterior ao trabalho de exercícios respiratórios em razão da importância dos movimentos articulares durante a respiração. Por sua vez, os exercícios respiratórios tem como objetivo melhorar as funções ventilatórias e respiratória para evitar o aumento do volume residual. Registra-se também que esses exercícios promovem um suporte psicológico e diminue, a ansiedade. Para alcaçar essa meta é necessário conscientização dos movimentos musculares duarante a inspiração e expiração (ativa), ou seja a reeducação respiratória com ênfase no trabalho abdômino-diafragmático.

Foto: viviendosanos.com

Reeducação postural:

Considerando que as alterações posturais interferem e modificam a mecânica respiratória e que as alterações respiratórias interferem e modificam as postura, temos na asma um ciclo vicioso, com sobreposição de efeitos danosos. Desse modo, torna-se evidente e necessário um trabalho com exercícios posturais, baseado na tomada de consciência sobre o controle, a manutenção e as mudanças das posturas corporais. Paralelalmente é preciso dar condições à musculatura para assumir atitudes novas. Atingir esses objetivos depende de exercícios de percepção corporal (proprioceptivos), alongamento, fortalecimento de grupos musculares responsáveis pela manutenção da postura ( paraventebrais,abdominais e glúteos) e relaxamento.

Condicionamento Físico:

Apesar de o BIE ( Broncoespasmo Induzido pelo Exercício) atingir a maioria dos asmáticos e ser um fator que pode limitar as oportunidades de realizar atividades físicas, é possível aumentar sua aptidão cardiorespiratória após um programa de condicionamento físico específico. Há um aumento de tolerância  ao esforço físico que retarda o desconforto do BIE. A gravidade do quadro asmático não é, no entento, alterada. O BIE tende a aparecer depois de um esforço em torno de 70% a 90 % do VO máximo com duração média maior que 6 minutos. Portanto, as atividades aeróbicas devem ser intervaladas e trabalhadas em limites inferiores a 80% do VO máximo. A adiministracão do broncodilatador aerosol 15 minutos antes do início desse tipo de atividade é aconselhada, principalmente para aquelas crianças que apresentam uma condição física mais precaria ou se a duração do esforço ultrapassa 5-6 minutos sem pausas.

Diante desses três principais aspectos, podemos afirmar que o método Pilates possui todas as funções para auxiliar essa categoria de pacientes, por se tratar de uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios profundamente alicerçados na anatomia humana, capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade e a força muscular, melhorar a respiração, corrigir a postura e prevenir doenças.

É considerado como um exercício anaeróbico (lento e/ou moderado) visando reeducar a mecânica funcional respiratória do aluno. O profissional ou instrutor consegue administrar a intensidade ou o ritmo da respiração correta para cada caso, sempre de forma muito consciente, por isso quanto maior o controle da respiração, melhor será a percepção dos efeitos do Pilates.

 

Fonte: tudoperto.com.br e Luzimas Teixeira

Efeito da Prescrição de Pilates na reabilitação da Tendinite Patelar: Estudo de Caso

June 22nd, 2012

O tendão patelar está localizado bem abaixo da patela e faz a ligação entre ela e o osso da perna (tíbia).  A tendinite patelar, também, chamada de “joelho de saltador”, é a inflamação deste tendão, causando dor nesta região.

A atividade que mais causa a tendinite patelar é o salto realizado excessivamente. Outras atividades que podem causar a tendinite patelar, quando realizadas repetidamente, são: correr, caminhar e andar de bicicleta. Todas essas atividades causam estresse no tendão patelar, podendo levar à inflamação.

Tendinite patelar também pode ocorrer em pessoas que possuem um desalinhamento dos membros inferiores, como: quadris largos, joelhos valgos ou pés com arcos que se chocam quando você corre ou anda (pé chato), condição que se chama pronação acentuada.

Quais são os sintomas?

• Dor e sensibilidade ao redor do tendão patelar.

• Edema no joelho ou onde o tendão patelar se conecta ao osso da perna.

• Dor ao saltar, correr ou caminhar, especialmente ladeira ou escada abaixo.

• Dor ao dobrar ou esticar a perna.

• Sensibilidade na parte de trás da patela.

Fonte: media-cache-ec6.pinterest.com

Os estudos aqui descritos, tem como objetivo analisar a prescrição do método Pilates na pós-reabilitação de um sujeito com tendinite patelar, visto que existem poucos estudos sobre o Pilates na reabilitação.

Foram avaliados variáveis como flexibilidade,composição corporal, e aspectos de qualidade de vida utilizando o questionário SF-36. Foram aplicadas 10 sessões utilizando o método Pilates. O que chamou atenção foi o aumento da flexibilidade que passou de 21,7cm para 33,7cm e também a melhora de alguns domínios do SF-36, como capacidade funcional, dor, saúde geral e vitalidade.

O tratamento de tendinite patelar pode ser conservador ou cirúrgico. O método Pilates é recomendado para ganho de flexibilidade, de definição corporal, e para aumento da saúde. Recentemente ganhou espaço e popularidade no tratamento de atletas na reabilitação, sendo também empregado no tratamento de desordens neurológicas, dor crônica, problemas ortopédicos e lombalgia.

Bertolla em estudo sobre o efeito na flexibilidade com o método Pilates em atletas de futsal, mostrou que no grupo que foi aplicado o Pilates, a flexibilidade passou de 36,5 cm pra 38,83cm em pré e pós treinamento, depois de doze sessões.

Miranda estudou as modificações na composição corporal e na flexibilidade em praticantes do método Pilates. Foram estudados dois indivíduos do sexo feminino, foram avaliadas através da bioimpedância e de testes de flexibilidade, antes e após serem submetidas ao método Pilates por vinte e quatro sessões, durante aproximadamente dois meses. Analisando os resultados das bioimpedâncias, verificou-se que não houve diferenças significativas entre as realizadas, já em relação à flexibilidade, houve um aumento desta nas duas participantes as sessões, mostrando-se bastante significativo.

Barbosa analisou a efetividade do método Pilates de solo no aumento da flexibilidade em 5 voluntárias (18 a 23 anos), apresentando encurtamento de cadeia muscular posterior. Foi realizada uma avaliação inicial da flexibilidade das voluntárias, intervenção fisioterapêutica pelo método Pilates durante seis semanas (três sessões semanais de 30 minutos), e reavaliação da flexibilidade. Os resultados mostraram efetividade do programa para as pacientes estudadas na aquisição de flexibilidade, sendo que os efeitos podem ser potencializados em caso de alterações do tempo de aplicação do protócolo.

Kolyniak mostra em seu estudo o método Pilates (nível intermediário-avançado) mostrou-se uma eficiente ferramenta para o fortalecimento da musculatura extensora do tronco, atenuando o desequilíbrio entre a função dos músculos envolvidos na extensão e flexão do tronco.

Segal avaliou os efeitos do Pilates sobre a flexibilidade, composição corporal e estado de saúde de 47 adultos, durante 6 meses. Os resultados mostraram que não houve nenhuma alteração estatisticamente significativa nos parâmetros da composição corporal e no estado de saúde, mas em relação à flexibilidade houve considerável ganho.

Conclui-se que o método Pilates é eficaz no processo de reabilitação, no ganho da flexibilidade, na melhora da composição e do condicionamento físico geral. Tendo como objetivo a construção do movimento eficiente para a estabilidade e fortalecimento dos músculos da parte inferior do tronco e quadril, como também melhorar o equilíbrio, o alinhamento e a postural corporal. A prescrição dos exercícios do método Pilates é feita de acordo com a individualidade biológica, podendo ser praticado por pessoas sedentárias e também por indivíduos de classes especiais como idosos, crianças, obesos, portadores de deficiências físicas, entre outros. Mas há poucas pesquisas conclusivas sobre esta prática e seus efeitos e a maioria dos estudos foram publicados nos últimos anos.

Fonte:

sumarios.org

Cinergis ISSN 2177-4005

clinicadeckers.com.br

 


 

 

 

 

A Biomecânica dos desequilíbrios musculares

June 14th, 2012

Os desequilíbrios musculares tornaram-se grande alvo de estudos e discussões dentro da Medicina Desportiva, como prováveis responsáveis pelo alto índice de lesões entre os atletas. Porém, boa parte dos estudos que se propõem a discutir o assunto não apresentam fundamentação científica (Klee et al, 2004).

Sabe-se que a estabilidade corporal, responsável pelo alinhamento do corpo, é diretamente ligada ao controle do Sistema Nervoso Central (SNC), pelo feedback sensorial das estruturas osteoligamentares e pelo controle da musculatura ativa. Logo, qualquer disfunção em um desses fatores vai promover instabilidade, a qual será compensada pelo corpo de alguma forma. Uma dessas formas é causando um desequilíbrio entre músculos (Liebenson & Lardner, 1999). De modo que os músculos que são mais utilizados, seja em tarefas do dia-a-dia, seja por práticas esportivas, tornam-se mais fortes e mais encurtados. Por conseqüência, ocorre um enfraquecimento e estiramento dos músculos antagonistas (Christensen, 2000).

O desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação, isto é, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista (Kollmitzer et al, 2000; Klee et al, 2004; Liebenson & Lardner, 1999).

Como fator causador, os desequilíbrios ocorrem, basicamente, pela promoção de um desalinhamento postural por alterar o posicionamento das estruturas ósseas ao aproximar origem e inserção (encurtamentos); ou promover sobrecargas excessivas em determinadas articulações ou parte delas, ligamentos e outras estruturas, podendo causar lesões agudas ou crônico-degenerativas (Kendall, 1995).

Foto: Chico Audi

Como fator secundário, pode ocorrer como conseqüência de uma lesão inicial. Nesse caso, destacam-se as lesões traumáticas e as neurológicas que podem facilitar ou inibir as contrações musculares de determinados músculos, como, por exemplo, é o caso da espasticidade que atinge grupos musculares predominantes, inibindo a reação de seus antagonistas (Stokes, 2000).

Dentre os músculos que sabidamente tendem ao encurtamento, destaca-se: eretores espinhais, quadrado lombar, tensor da fáscia lata, piriforme, retofemural, gastrocnêmio e sóleo, peitoral maior, trapézio superior, elevador da escápula, esternocleidomastóideos, e escalenos; enquanto seus antagonistas diretos tendem ao estiramento (Stokes, 2000).

O processo de instalação de um desequilíbrio muscular, normalmente, não é perceptível ao indivíduo até que suas conseqüências comecem a se manifestar, normalmente em forma de quadros álgicos e/ou deformidades. E, levando-se em consideração o complexo de cadeias musculares que compõem o corpo humano, o processo será seguido de uma série de compensações locais e a distância, transformando o problema inicial em complexo processo de reabilitação postural (Moraes, 2002).

De forma simplificada, pode-se dizer que o tratamento dos desequilíbrios consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares alongando o que está encurtado e fortalecendo o que está fraco. Vale ressaltar, porém, que o equilíbrio fisiológico de forças não é necessariamente o mesmo valor entre os grupos musculares. Por exemplo, é considerado um sistema em equilíbrio quando os isquiotibiais apresentam cerca de 70% da força do quadríceps (Kollmitzer et al, 2000; Kolyniak et al, 2004).

O MÉTODO PILATES

Um dos recursos que pode ser utilizado com a proposta de promover o reequilíbrio muscular é o Método Pilates, que consiste em uma série de exercícios físicos, os quais buscam a harmonia entre o corpo e a mente, isto é, é um treinamento físico e mental, que melhora a consciência corporal por trabalhar o corpo como um todo. É composto pelos exercícios desenvolvidos por Joseph Pilates, os quais são realizados em solo, com a bola suíça ou nos aparelhos elaborados por ele, tendo como princípios a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração. Os exercícios favorecem o trabalho dos músculos estabilizadores, promovendo a eliminação da tensão excessiva em determinados grupos musculares, evitando, dessa forma, as compensações conseqüentes aos desequilíbrios (Pires, 2005).

Segundo os estudos já realizados (Blum, 2002; Kolyniac et al, 2004; Betz, 2005) os resultados do Método Pilates no que compete ao tratamento de desvios posturais e algias osteomioligamentares têm sido satisfatórios. Joseph Pilates atribuía estas conquistas a ênfase do trabalho do centro de força e da consciência corporal. Ele pregava que a concentração e a precisão com as quais os exercícios devem ser realizados exigem do praticante total controle e percepção de seu corpo, o que funciona como estímulos proprioceptivos de grande magnitude, os quais são responsáveis pela tomada da consciência corporal, isto é, o indivíduo passa a conhecer mais seu próprio corpo, buscando a harmonia de suas estruturas e promovendo uma melhor utilização das mesmas (Gagnon, 2005).

Dessa forma, o Método Pilates é capaz de promover o fortalecimento global, melhora da flexibilidade e controle corporal, de forma simultânea.

Fonte:

Brena Guedes de Siqueira Rodrigues-Fisioterapeuta

efisioterapia.net

 

Atividades físicas podem ajudar a reduzir a pressão intra-ocular

June 13th, 2012

A pressão intra-ocular é a medida da pressão dos olhos, que quando estiver mais alta que o normal é a causa do glaucoma.

Algumas doenças que atingem o nervo óptico e envolvem a perda de células ganglionares da retina num padrão característico de neuropatia óptica podem causar a pressão intra-ocular. O glaucoma é uma doença causada principalmente pela elevação da pressão intra-ocular. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para visão subnormal ou cegueira.

Há vários tipos de glaucoma. O glaucoma crônico simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos, incide nas pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. Ele é causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intra-ocular.

A principal característica do glaucoma de ângulo fechado é o aumento súbito de pressão intra-ocular. O glaucoma congênito (forma mais rara) acomete os recém-nascidos e o glaucoma secundário que é decorrente de enfermidades como diabetes, uveítes, cataratas, etc.

Sintomas

Glaucoma é uma doença assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas e compromete primeiro a visão periférica. Depois, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular. Sem tratamento, o paciente fica cego.

De modo geral, a doença aparece com mais frequência a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa de idade, dependendo da causa que provocou a pressão intra-ocular mais elevada.

 

Fonte: pordentrodo9dejulho.com.br

Tratamento

Inicialmente, o tratamento é clínico e à base de colírios. Existem drogas por via oral que só são usadas em casos emergenciais.

Alguns tipos de glaucoma estão associados a distúrbios que requerem tratamento específico. Cessada a causa, a pressão intra-ocular regride e o problema visual desaparece. Portanto, a medicação oftalmológica é usada por prazo curto enquanto se trata a outra doença que provocou o glaucoma, por exemplo, diabetes.

Infelizmente a cura do glaucoma ainda não foi descoberta. No entanto com o tratamento adequado e contínuo, pode-se reduzir muito os ricos de perda da visão e o indivíduo levar uma vida aparentemente normal. Outras formas de tratamento incluem aplicações de laser e cirurgia (trabeculectomia). A prática de exercícios físicos moderados como a caminhada, yoga, Pilates, tai chi, ajudam também, segundo pesquisas, a reduzir a pressão intra-ocular.

Mecanismos naturais de controle

O sistema circulatório dispõe de mecanismos muito delicados para manter constante a pressão no interior das artérias.

Quando o coração se contrai, expulsa o sangue existente em seu interior. O sangue venoso contido no ventrículo direito é bombeado para os pulmões, para ser oxigenado. O arterial contido no ventrículo esquerdo é bombeado para a aorta, artéria da qual emergem ramos que se bifurcam em outros de diâmetros cada vez mais finos para formar uma rede quilométrica de capilares, destinada a levar oxigênio e nutrientes para todas as células do organismo.

Nos tecidos, os capilares entregam oxigênio e os nutrientes essenciais, recebem gás carbônico e tudo o que não interessa mais às células, para conduzi-los às veias que vão levá-los de volta ao coração.

Milhões de anos de evolução selecionaram mecanismos de alta complexidade que permitem ao cérebro monitorar continuamente os valores da pressão arterial e enviar ordens para executar as correções necessárias, com a finalidade de mantê-la em valores adequados para cada situação.

O Pilates como atividade física

Paul T. Williams, da Divisão de Ciências da Vida, do Laboratório de Berkeley, na Califórnia, sugere que a falta de exercícios físicos também pode ser um risco para o desenvolvimento da doença.

Existem casos como da paciente Alva Giacomini, de 64 anos, que perdeu a visão completamente em um curto período de tempo e conseguiu provar que com determinação e força de vontade, é possível vencer até mesmo uma deficiência e ter uma vida normal dentro de suas limitações.

A paciente possuia um estilo de vida totalmente sedentário, pois tinha muita insegurança na hora de caminhar na rua. Após poucos meses de tratamento, praticando Pilates duas vezes por semana, ela mudou seu estilo de vida. Melhorou sua postura chegando a crescer dois centímetros no primeiro ano de Pilates, de acordo com avaliação médica. Também ganhou consciência corporal, noção espacial, interação e percepção. Melhorou o alinhamento corporal e ganhou flexibilidade para suas atividades da vida diária e, principalmente, o equilíbrio que almejava, adquirindo autoconfiança.

Recomendações

  • É importante medir pressão dos olhos regularmente em uma visita ao médico oftalmologista, pois quanto antes seja descoberto uma alteração, pode ser feito o tratamento de glaucoma para garantir a visão do paciente.
  • Consulte com regularidade o oftalmologista, principalmente a partir dos 35 anos. O diagnóstico precoce do glaucoma é fundamental para o controle da doença;
  • Não se descuide da adesão ao tratamento. Muitas pessoas deixam de seguir as recomendações do médico, primeiro pela ausência de sintomas, depois, porque os medicamentos são muito caros. Esse descuido pode ter graves conseqüências.

 

Fonte:

jornaldooeste.com.br

acessa.com

 

Alongue-se!

June 6th, 2012

Por Rafaela Porto 
Instrutora Certificada STOTT PILATES ™
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit

Os 2 tipos de alongamento mais praticados pelas pessoas são: estático e dinâmico. Conheça agora um pouco mais sobre esses métodos!

Diferentes métodos de alongamento têm sido utilizados na prática de diversas atividades físicas no aquecimento e durante programas que visam o desenvolvimento da flexibilidade. Dentre eles, o método estático e o dinâmico que são atualmente os mais conhecidos e estudados pela literatura.

Fonte: hipertrofia.org

Estudos que procuraram comparar o efeito do método dinâmico e estático de alongamento não observam diferença significativa entre eles. Outras pesquisas respeitadas no ambiente da saúde como o de Coach Boyle, fizeram com que “eliminássemos” os alongamentos estáticos das sessões de treinamento e estes fossem substituídos por um “aquecimento dinâmico”.

Não vejo o alongamento estático como um método negativo, como diz Boyle, porém concordo que o aquecimento dinâmico é uma forma mais eficiente de preparar o corpo para as sessões de qualquer atividade física. Ele confirma que prevenimos lesões e dores, e que isso pode estar relacionado também à limitação física do praticante quanto à sua flexibilidade.

Pelo fato de o alongamento poder ser a fase mais ignorada pelas pessoas na prática de atividade física, os profissionais devem instruir seu aluno de uma forma mais direta.

Podemos utilizar séries de alongamentos para contribuir ao aquecimento ou até mesmo após a atividade como forma de recuperação ativa!

BOAS AULAS!!!

A flexibilidade e o Pilates

May 17th, 2010

A flexibilidade e o Pilates

Fiz ginástica olímpica antes do Pilates, mas digamos que depois que comecei a fazer Pilates a minha flexibilidade aumentou consideravelmente!

Você deve estar pensando:

“mas eu sou duro (a) como uma tábua, nada vai conseguir me ajudar!”

Olha, depois de anos de experiência trabalhando com flexibilidade, não só no Pilates, mas também com o treinamento da Ginástica Olímpica, eu pude perceber que, por mais “duro” que uma pessoa seja sempre dá para melhorar… basta um pouco de persistência e consistência. A Flexibilidade assim como a Força, quando você fica muito tempo sem praticar, vai fatalmente diminuindo.

Dai já vem à próxima pergunta:

“Mas para quê preciso melhorar a minha flexibilidade?”

Essa é uma pergunta muito importante, existem vários motivos para você começar a se preocupar com a flexibilidade:

Com a perda da flexibilidade, atividades cotidianas como colocar uma meia ou calçar um sapato podem começar a ficar desconfortáveis.
Numa queda, uma pessoa flexível terá menor probabilidade de se machucar, evitando o rompimento de tendões, músculos e/ou ligamentos, ou mesmo distensões musculares.
Um atleta, por exemplo, com uma maior amplitude de movimento poderá executar melhor o seu esporte, também diminuindo as suas chances de lesões.
Uma boa flexibilidade facilita e torna a atividade sexual mais confortável e prazerosa.
O encurtamento dos músculos pode levar a limitações articulares e alterações ósseas irreversíveis em longo prazo.
Se o seu pensamento for: “Mas o trabalho de flexibilidade costuma ser tão doloroso!”

É porque você ainda não experimentou o Pilates. Quando você realiza os movimentos nos equipamentos, na maioria dos casos você vai perceber que vai estar sempre trabalhando, dentro do seu limite de conforto, mas no seu maior grau de amplitude. Isto é, vai executar um movimento dinâmico aonde, a cada repetição o corpo vai aceitando o movimento e vai melhorando o grau de flexibilidade.

Por que tem gente que alonga, alonga e alonga e nunca melhora a flexibilidade?

Eu quero que você entenda o seguinte: quando você alonga um músculo, imagine um elástico, quão mais longo mais fino ele fica não é? Pois bem, no músculo acontece à mesma coisa, o tecido relaxa e vai alongando… Só que, em pessoas mais encurtadas ou que já sofreram alguma lesão muscular, tendínea ou ligamentar, devido à dor ao tentar alongar, o corpo reage contra essa dor e se contrai. Agora pensa comigo: o ato da contração muscular faz com que o músculo encurte certo? Passando assim a ficar mais volumoso. Agora, se você continuar esticando esse músculo que está cada vez mais contraído e encurtado, o que será que vai acontecer? Provavelmente você causará micro rupturas ou micro lesões nas fibras musculares, ocasionando aquela dorzinha no dia seguinte. Poderá até provocar uma distensão muscular. Se o músculo estiver machucado e você tentar alongar no dia seguinte, vai perceber que seu alongamento terá diminuído e não melhorado!

E o que fazer então?

Fácil, você tem que, primeiramente parar de forçar tanto até que as fibras do músculo cicatrizem. Depois vai usar a RESPIRAÇÃO para auxiliar no alongamento. Toda vez que você EXPIRAR vai tentar relaxar o seu corpo começando pelo topo da cabeça, pescoço, ombros e vai descendo até o músculo que está alongando. Neste momento, pense e tente sentir que, nem que seja apenas um milímetro o músculo irá relaxar e alongar, deixando as fibras mais soltas e relaxadas… é como se deixasse a ação da gravidade auxiliar no alongamento. Quanto mais você pensar em soltar o corpo ao invés de fazer força, maior será o seu resultado!

Boa sorte!

Autora: Tatiana Matsuo
Fonte: CTC Tati Pilates