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Posts Tagged ‘biomecânica’

Para que serve a auto liberação miofascial

July 3rd, 2012

Por Rafaela Porto

Instrutora Certificada STOTT PILATES ™

Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit

Alguns clientes se queixam de tensões musculares e outros, os profissionais por terem um bom olhar clínico, conseguem observar certos desequilíbrios musculares. Se no Pilates diminuímos as tensões e dores, porque não trabalharmos com esses clientes em nossa sala de aula? Para isso precisamos entender como o processo de tensão muscular acontece.

O tecido conjuntivo que envolve os músculos são bem duros e abraçam as fibras musculares fortemente, dependendo do corpo Isso pode comprimir a expansão e o crescimento das fibras musculares. Para ocorrer à hipertrofia muscular, a fáscia (tecido que envolve seu corpo) precisa estar alongada e maleável para deixar as fibras musculares se expandirem, o que não acontecerá por conta de encurtamentos e tensões.

Estudos comprovam que o tempo recomendado é de 5 minutos de auto liberação miofascial para diminuir a densidade do músculo, o modo como o músculo responde aos estímulos aumentando a densidade do tecido conjuntivo. Sempre a liberação é seguida de alongamentos estáticos e por fim aquecimento dinâmico. A partir disso aplicamos a preparação para o movimento e a execução do exercício propriamente dita. Esse processo não tem tempo determinante uma vez que a tensão muscular pode estar sendo ocasionada por insegurança após trauma causado por algum acidente.

Depoimento de Cristina Yumi (aluna em formação STOTT PILATES): “Passei 10 dias em curso de formação/reciclagem realizando repertório de exercícios em Pilates que outrora eram muito complicados e arriscados para mim (devido a uma queda de um aparelho de ginástica olímpica sofri uma lesão na coluna lombar). Alguns movimentos tão arriscados foram se tornando mais seguros à medida que passei a conhecer algumas leis que vigoram para proteger áreas instáveis das articulações da coluna. Na realidade, quando respeitamos a biomecânica do nosso corpo, caminhamos e nos movemos com mais liberdade e segurança. Eu realmente gostaria de passar esta experiência para muitos dos clientes que devem também se sentir assim limitado ou aprisionado pelo desconforto e insegurança em movimentar-se. Às vezes, até se movem, mas com a premissa de algo ruim acontecer, por isso seus músculos em sinal de defesa e de alerta constantes se tencionam tanto. Hoje, eu sei que este é um sentimento que não precisa mais acompanhar a nossa caminhada principalmente através de exercícios de liberação miofascial.”

Foto: mundoverde.com.br 

COMO TRATAR?

Através de atos sensoriais, cognitivos e emocionais! Basicamente isso se resume em: o que os clientes sentem em seus corpos, o que pensam que está acontecendo com eles e como se sentem sobre o que está acontecendo. Cada dimensão pode ser uma barreira ou um facilitador para sua recuperação.

Os princípios de um bom tratamento são:

1) Liberação da barreira principal;

2) Alinhamento postura correta, mudança de estratégia postural;

3) Nova estratégia neuromuscular;

4) Elaboração de movimentos e tarefas posturais ou a construção de um movimento de acordo com as atividades diárias do cliente.

Um profissional qualificado vai sempre encontrar estratégias para mudar e avançar os benefícios aos seus clientes, ou seja, capacitá-los através do conhecimento, movimento e consciência corporal.

 

A superação da deficiência física com ajuda do Pilates

June 5th, 2012

A história do método Pilates começou em 1914, durante a primeira Guerra Mundial, quando Joseph Pilates começou a desenvolver intensamente seu conceito de um sistema integrado e abrangente de exercício físico, que ele mesmo chamou de “Contrologia”.

Joseph não deixou nenhum de seus companheiros de prisão parados, nem os mais debilitados, pois os exercícios eram feitos até em cadeira de rodas. Esses exercícios conseguiam promover uma verdadeira reeducação dos movimentos, identificando os limites e as necessidades da biomecânica humana.

Desde então, o Pilates tem sido utilizado com sucesso em reabilitação e pós reabilitação de complicações de joelhos, ombros, panturrilhas, em casos de acidentes automobilísticos, pós-cirurgias, portadores de Síndrome de Down, portadores de lesões, entre outros casos. Ou seja, o método Pilates é um método para todos!

O objetivo principal é capacitar o indivíduo ao maior aproveitamento de suas potencialidades de forma que ele possa ser independente nas atividades diárias da vida.

O Pilates ajuda a definir e desenvolver a musculatura, além de aumentar a força, a coordenação, a flexibilidade, postura, e o condicionamento físico,com isso a postura melhora muito e os movimentos se tornam mais fáceis, deixando o corpo mais saudável, respeitando o limite de cada praticante.

 

Fonte: silsouza.blogspot.com.br

Baseado nesses princípios, foi criado o Pilates adaptado para o deficiente físico, que serve desde um aliado a reabilitação, como aos para-atletas que pretendem aprimorar suas habilidades no esporte.

A prática de atividades físicas pelos portadores de deficiência colabora para:

• Estimular a independência e autonomia;

• Melhorar a socialização com outros grupos;

• Melhorar a auto-valorização, a auto-estima e a auto-imagem;

• A melhoria das funções do aparelho circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor;

• Melhoria na força e resistência muscular global;

• Melhora no equilíbrio estático e dinâmico;

• Manutenção e promoção da saúde;

• Superação de situações de frustração;

• Experiência com suas possibilidades, potencialidades e limitações.

Ao praticar alguma atividade física ou esportiva, indivíduos com deficiências motoras podem, assim como as pessoas sem deficiências, aprimorar sua condição física e sua saúde. Mais do que isso, podem também mudar sua perspectiva de vida, por perceberem que são capazes de realizar habilidades que julgavam impossíveis. Ao realizar destrezas motoras, pessoas com deficiências recuperam sua confiança e auto-estima perdida.

Segundo a fisioterapeuta e instrutora de Pilates da Pilates StudioFit Fernanda Misquevis, o importante é ressaltar que o método pode fazer parte da reabilitação dos pacientes, mas não substitui a fisioterapia.

Fontes:

- TEIXEIRA, Luzimar. Atividade Física Adaptada e Saúde da Teoria a Prática. Editora Phorte, 2008

- deficientealerta.blogspot.com.br

- suaestetica.com.br

- silsouza.blogspot.com.br

 

Conheça o padrão da caminhada e saiba como o pilates pode influenciar na segurança da biomecânica do movimento

April 13th, 2012

Efetuar um passo para frente, apesar de este ser iniciado pelos flexores do quadril, tal como o psoas e o ilíaco, ou pela liberação dos extensores, certamente envolve a flexão do quadril, extensão do joelho e dorsiflexão das articulações do tornozelo e metatarsofalangeanas (bola do pé), necessárias para o caminhar para frente, todas as quais são criadas pelo encurtamento.

Enquanto o membro inferior se movimenta anteriormente, sua miofáscia (capa protetora do músculo – trama de tecido conjuntivo) inteira se prepara para receber o peso do corpo e a reação do solo. Os músculos ficam tensos dentro da trama fascial para lidar com a quantidade precisa de força que é esperada.

Ao instrutor: Aprender a ler estes movimentos no padrão de caminhada de seus clientes tornará mais eficientes seu trabalho, reconhecendo a necessidade de cada padrão de movimento corporal e lembrando de que os Princípios Básicos do método estarão totalmente ligados a toda essa consciência!

O quadril, é claro, faz uma pequena rotação durante o caminhar, e o peso cai da parte lateral para medial, mas em geral diferenças na direção entre estas articulações resultarão num desgaste da articulação, esforço excessivo dos ligamentos, por falta de equilíbrio e força muscular dessas regiões, por isso, os abdutores e compartimento lateral do segmento inferior do membro inferior, provém a estabilidade que evita com que o quadril penda para dentro (adução), enquanto o grupo de adutores e os outros tecidos auxiliam os movimentos da flexão/extensão e provém a estabilidade do arco interno, na parte de dentro do membro inferior, para o lado medial da articulação do quadril, evitando uma rotação excessiva ou indesejada do quadril.

Na parte superior do corpo se alterna no encurtamento do lado com peso, para evitar que o tronco penda para longe do membro inferior e abaixo deste movimento o tronco se enrola como uma mola de relógio, contrabalanceando a torção que produzida na pelve também. Esta energia rotacional, trabalhando através dos intercostais nas costelas e dos abdominais oblíquos, é criada e liberada em cada passo.

Concluímos então que principalmente exercícios que a essência tem o foco no posicionamento da pelve e da caixa torácica com certeza envolverá também o fortalecimento de toda a musculatura que envolve essas regiões dando mais estabilidade ao nosso cliente durante seu caminhar. PREPARE SUAS SESSÕES COM PRECAÇÃO PENSANDO EM CADA PADRÃO DE MOVIMENTO DE CADA CLIENTE… BOAS AULAS!


Por Rafaela Porto