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Pilates: um retorno à infância

Revista Pilates_Pilates e infância

Sabemos que em nossos primeiros anos de vida somos desafiados com experiências motoras a todo instante. Apesar de ser uma fase onde estamos aperfeiçoando nossa coordenação motora e nosso equilíbrio, também somos dotados, desde que não haja nenhuma alteração funcional, de um alongamento, uma flexibilidade e um padrão respiratório invejáveis a qualquer outra faixa etária.

Mas o que isso tudo tem a ver com o Pilates? Simples, a prática do Pilates nos proporciona uma experiência motora desafiadora. A mesma aprendizagem, recrutamento de áreas cerebrais e aprimoramento de movimentos indispensáveis na infância e importantes para o resto da vida.

Pensemos num exemplo: imagine uma criança tentando alcançar um objeto em cima da mesa e fora de seu alcance. Pelo menos naquele instante ela irá se concentrar na tarefa, vai recrutar a musculatura necessária para fazer isso, vai estimular áreas cerebrais para executá-la e, posteriormente, refinar os movimentos. Em uma próxima tentativa, vai fazê-la com mais precisão e fluidez.

Vejam que numa brincadeira, usando a imaginação, se pudéssemos mensurar de que forma a criança usa a respiração e contração da “Power House” durante o movimento, poderíamos dizer que ela está fazendo Pilates. Pense agora na satisfação da criança quando ela alcança o objeto. Isso servirá de estímulo para realizar aquele movimento novamente e com mais precisão, e até mesmo inovar suas possibilidades. Isso terá reflexos em todo o seu desenvolvimento motor e ela levará esta experiência para o resto da vida.

Um paciente que faz Pilates e executa um movimento pela primeira vez retoma esta experiência desafiadora que experimentou muitas vezes durante sua infância. E, provavelmente, seu ritmo de vida não permite que ele experimente outras sensações desafiadoras ao longo de seus dias, nem experiências que possibilitem resultar em aprendizagem, satisfação e qualidade de vida simultaneamente. E ainda que isso reflita em uma melhora de seus movimentos, sua postura, sua coordenação motora em seu dia-dia e que isso ainda poderá ter uma representação importante para o resto de sua vida.

Já existem produções cientificas que embasem os benefícios da prática regular do Pilates, mas, certamente, desfrutarmos da possibilidade de podermos nos tornar avançados em movimentos, exercícios e habilidades motoras desconhecidas ou esquecidas; ou por um instante voltar a ter experiências de quando éramos criança e ter consciência disso: faz uma sessão de Pilates tornar-se única, importante, desafiadora e indispensável.

Então vamos voltar a nossa infância? Vamos praticar Pilates?

Jaqueline Basso Stivanin 
Fisioterapeuta (CREFITO 139.300-F)
Docente dos Cursos Espaço Vida Pilates 
Doutoranda em Pediatria e Saúde da Criança – PUC/RS

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Classificados Pilates

Revista Pilates_Pratique com a Revista.png

O salto do coelho

Coelhinho da páscoa
O que trazes pra mim?
Um pulo, dois pulos, três pulos assim…

Coelhinho da páscoa
Que fim eles têm?
Pernas, braços, abdome também!

Em clima de Páscoa, a Fisioterapeuta Marjorie Filellini Laurino (Crefito-3: 160760-F) traz pra gente o Salto do coelho. Preparados, pilateiros e pilateiras? Pratique com a Revista.

Objetivo: desafiar a estabilidade da pelve, dos músculos abdominais e membros superiores ao saltar

Posição inicial: Uma perna estendida com o pé apoiado contra a ombreira do Reformer, a outra em flexão com o pé posicionado no chão, ao lado do Reformer. Mãos afastadas na largura dos ombros, apoiadas na barra de pés. Tronco levemente inclinado para frente.

Movimento: inspire levando o carrinho para trás através do movimento de afundo da perna que está no chão. Na expiração, salte alinhando as pernas na posição de prancha, levando os ombros sobre as mãos. Na inspiração, volte para a posição inicial com controle. Ao retornar, tome cuidado com o alinhamento do joelho e do pé de apoio no solo.

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