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Archive for the ‘Incontinência Urinária’ category

Atividade física auxilia na manutenção da qualidade de vida no climatério.

August 1st, 2012

A menopausa é a última menstruação que a mulher apresenta havendo passado 1 ano. Climatério é a fase de transição entre as menstruações e o término das mesmas.

A idade em que ocorre a menopausa varia de mulher para mulher, em torno de 48 a 52 anos. É o período em que ocorre uma série de transformações fisiológicas, orgânicas e anatômicas. Primordialmente é a cessação do funcionamento do ovário, e o término da capacidade procriativa da mulher. Nos animais e nos primórdios da espécie humana correspondia igualmente ao final da idade biológica e coincide com a morte.

Nos humanos, graças à inteligência da nossa espécie e à evolução consegue-se viver de 1/3 a 1/2 da vida após esse período. Uma série de ocorrências acontecem devido à ausência dos hormônios produzidos pelo ovário. De fato, além de perder a capacidade de reproduzir-se a mulher defronta-se com sintomas e consequências decorrentes da ausência de produção de hormônios pelos ovários.

Um dos primeiros desconfortos que decorrem da falência ovariana são as famigeradas ondas de calor, ou fogachos, acompanhados de suores profusos. É uma sensação anômala e desagradável de calor súbito e violento atingindo o segmento craneal-facial de duração rápida, mais frequente à noite e de frequência e intensidade variáveis. O suor é eventualmente catastrófico, a desmanchar penteados e molhar vestimentas.

Além dos fogachos, há nesta fase, outros contratempos. Há maior tendência a distúrbios emocionais, por exemplo, irritabilidade exagerada, depressão, melancolia e tristeza. Frequentemente, sensação de inutilidade, com maridos e parceiros dispersos e desinteressados atingidos que estão pela rotina de anos de convivência. Filhos distantes, ausência de expectativas.

A falta dos hormônios femininos e masculinos que os ovários produzem acarreta desinteresse na sexualidade e com o passar do tempo secura vaginal tornando o ato sexual desagradável. Muitas vezes, a carência de hormônios favorece perda involuntária de urina.

A par desses sintomas subjetivos, acontecem alguns malefícios orgânicos importantes. Dos mais importantes é a perda de estrutura óssea, o que acarreta no futuro as temíveis e decorrentes fraturas ósseas, sobretudo, do fêmur e da coluna.??Ao que parece, também a falta dos hormônios femininos após a menopausa facilita a ocorrência de enfartes do miocárdio e de derrames cerebrais.

Os fatos mencionados animam os médicos a fazer, em algumas circunstâncias, reposição hormonal com medicamentos que, ao menos parcialmente, imitam a ação dos hormônios naturais metabolizados pelos ovários. Há formas, naturais e semissintéticas, assim como orais, adesivos transcutâneos (na pele), pomadas e implantes subcutâneos. A forma ideal varia de acordo com características sintomatológicas, orgânicas e funcionais de cada mulher e deve ser avaliada pelo especialista.

Evidentemente, que há casos em que a mulher não se adapta à terapêutica de reposição hormonal. Em tais casos, para quase todos os problemas que acompanham a mulher nessa fase há outras opções não hormonais, as quais o ginecologista tem pleno conhecimento.

foto: busquequalidadedevida.com.br

Além da terapêutica medicamentais no climatério, algumas importantes recomendações devem ser obedecidas. Por exemplo, uma atividade física de qualquer espécie de maneira rotineira ajuda a manter o peso, a estética e exacerba o ânimo e a disposição.

Atividades intelectuais melhoram a performance racional, cognitiva e impedem os desagradáveis esquecimentos. A permanência em atividades profissionais ou a iniciação de novos ramos de atividade ou de conhecimento estimulam o prazer de viver e massageia o ego, aumentando a autoestima.

Existem evidencias suficientes para atribuir à prática da atividade física, os seguintes efeitos em mulheres no climatério:

  • Melhorar a aptidão motora física,
  • Garantir segurança nas Atividades de Vida Diária (AVD),
  • Implementar a autonomia e independência,
  • Promover a saúde através da redução do risco de desenvolvimento das doenças,
  • Retardar a progressão e complicação das doenças crônicas,
  • Promover benefícios nos componentes psicológicos e afetivos,
  • Criar, em consenso com os praticantes, o cenário adequado para a integração social.

É preciso incentivar a atividade física no climatério, pois exercícios regulares reduzem os riscos de doenças cardiovasculares e osteoporose, além de causarem mudanças benéficas tanto do ponto de vista estético, quanto no humor.

 

Fonte: uroginecologia.facafisioterapia.net e afrid.faefi.ufu.br 

Benefícios do Pilates na Incontinência Urinária

November 9th, 2011

Imagem: Internet

A International Continence Society (ICS) define a incontinência urinária como “uma condição na qual a perda involuntária de urina é um problema social ou higiênico e é objetivamente demonstrável”. As causas da IU são diversas, entretanto na maioria dos casos pode-se citar a idade avançada, a gravidez, o parto, a diminuição dos hormônios femininos na menopausa, o tratamento do Câncer de Próstata e as incapacidades físicas e mentais.

 

Causas primárias ou agravantes da incontinência urinária:

SEDENTARISMO – pouca atividade física associada a longo período de permanência na posição sentada causam diminuição na força da musculatura do períneo.

TABAGISMO – a nicotina diminui a síntese e a qualidade do colágeno, fundamental na manutenção da elasticidade muscular, e também favorece o surgimento de contrações involuntárias da bexiga. O excesso de tosse, comum aos tabagistas, causa danos aos tecidos de sustentação da uretra e da vagina.

DOENÇAS PULMONARES CRÔNICAS – a tosse provoca um aumento da pressão intra-abdominal em relação à pressão uretral, afora os danos acima mencionados.

DOENÇAS NEUROLÓGICAS – de origem central ou periférica como na doença de Parkinson, esclerose múltipla, lesão do cone medular, etc.

CONSEQUÊNCIA DE ALGUMAS CIRURGIAS

USO DE DIURÉTICOS – por aumento na produção de urina, em condições já de algum comprometimento da contenção urinária.

INFECÇÃO URINÁRIA – quando com infecção urinária, as mulheres apresentam piora do quadro de incontinência.

DIABETES – devido às alterações da inervação local e à maior predisposição de adquirir infecção urinária.

Outras causas podem ser de duração mais prolongada, até mesmo permanente: hiperatividade do músculo da bexiga, fraqueza dos músculos que seguram a bexiga no lugar, fraqueza no esfíncter uretral (músculo que circundam a uretra), problemas congênitos, aumento da próstata, lesões da coluna espinhal, cirurgias ou doenças envolvendo nervos e/ou músculos (esclerose múltipla, distrofia muscular, poliomielite e acidente vascular cerebral). Em muitos casos, vários fatores estão associados como causa da incontinência.

A necessidade de ir ao banheiro imediatamente, a perda de urina durante o sono ou depois de algum esforço como tossir ou pegar peso, ou não perceber que a bexiga está cheia são situações mais comuns do que se imagina.

Contudo a incontinência urinária se divide em alguns tipos:

INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO – ocorre quando a pressão abdominal é superior a pressão de fechamento da uretra, causando uma perda involuntária de urina em esforços como tossir, espirrar ou levantar peso. Ocorre devido a uma deficiência no suporte vesical e uretral que é feito pelos músculos do assoalho pélvico ou por uma fraqueza ou lesão do esfíncter uretral.

INCONTINÊNCIA DE URGÊNCIA– o indivíduo sente urgência em urinar, levando à perda do controle miccional. Acontece quando a bexiga está hiperativa, ou seja, contrai sem o seu comando ou desejo de que ela faça isso. Existem várias causas para essa condição. A bexiga pode tornar-se hiperativa devido uma infecção urinária que irrita a mucosa da bexiga ou por alterações nos nervos que normalmente controlam a bexiga e em muitos casos a causa pode não ser detectada.

INCONTINÊNCIA MISTA- é uma combinação das duas condições anteriores.

INCONTINÊNCIA PARADOXAL – o paciente não consegue eliminar toda urina da bexiga, causando sensação de gotejamento após a micção.

BEXIGA NERVOSA – normalmente a mulher deve ser capaz de suprimir o desejo de urinar e neste caso, ao tentar suprimi-lo ocorre uma contração involuntária do músculo da bexiga (músculo detrusor), escapando urina.

INCONTINÊNCIA POR TRANSBORDAMENTO – ocorre quando a bexiga não é esvaziada por longos períodos, tornando-se tão cheia que a urina simplesmente transborda. Isso pode acontecer quando existe uma diminuição da sensibilidade da bexiga (você não percebe que a bexiga está cheia), quando existe uma fraqueza do músculo da bexiga ou obstrução na uretra que dificulta o esvaziamento normal. A principal causa de incontinência por transbordamento é um aumento da próstata com obstrução da uretra. Por essa razão esse tipo de incontinência é mais comum no homem. Fraqueza do músculo da bexiga e diminuição da sensibilidade pode ocorrer em ambos, homens e mulheres, mas isso é mais comum em pessoas com diabetes, uso crônico de álcool e outros problemas que levem a diminuição da função neuronal.

ENURESE NOTURNA – Perda de urina durante o sono. Quando um indivíduo apresenta duas ou mais causas de incontinência, cada causa deve ser encontrada e tratada apropriadamente.

Embora atinja todas as idades e ambos os sexos, as mulheres são mais suscetíveis à incontinência urinária, apresentando uma probabilidade duas vezes maior de desenvolvê-la. A musculatura mais forte, a uretra mais longa e a presença da próstata contribuem para os índices mais baixos entre os homens.

Além de remédios e as intervenções cirúrgicas convencionais, o Pilates surge como uma nova alternativa de tratamento e também de prevenção à IU, já que tem como um dos principais focos o fortalecimento da musculatura pélvica – favorecendo assim um maior controle sobre o fluxo de urina.

Por isso, alunos de Pilates são menos suscetíveis à doença, já que, durante as aulas eles têm a chance de trabalhar mais as regiões do abdômen e pélvica, especialmente o períneo (área entre o ânus e a uretra).

É muito importante que cada aluno de Pilates seja avaliado quanto ao nível de consciência da ação dessa musculatura e ainda sejam continuamente monitorados quanto ao padrão respiratório correto durante a atividades. A conhecida “Manobra de Valsalva” (prender a respiração durante o exercício) deve ser reprovada, pois esse ato aumenta ainda mais a pressão intraabdominal e ocasiona maior sobrecarga ao assoalho pélvico, que se fadiga mais rápido e torna-se incapaz de manter-se contraído. O resultado disso é a perda involuntária de urina – evento totalmente constrangedor e indesejável.

No entanto é importante relembrar que os casos de incontinência urinária devem ser acompanhados por um médico que, aí então, poderá indicar o Pilates como uma solução para o problema. Ao fisioterapeuta, ou o instrutor de Pilates, caberá a tarefa de desenvolver e aplicar um plano de reeducação do pavimento pélvico, um processo individualizado e que dê resposta às necessidades de cada paciente.

 

Fonte: ClubedoPilates

 

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