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Tratamento da bursite do quadril através do Pilates II

Confira a parte I da matéria aqui.

Já é de conhecimento geral os vários benefícios que o Pilates pode proporcionar, como a melhora da postura, melhora da consciência corporal, melhora da congruência articular, etc.

Como já discutido anteriormente sobre a avaliação do paciente, a maioria das patologias é decorrente de desequilíbrios musculares, e é aí que o Pilates deve auxiliar.

Após identificar os desequilíbrios presentes é possível traçar um planejamento de aula, direcionando os exercícios com finalidade de promover equilíbrio muscular. Fortalecendo os músculos fracos e alongando os músculos encurtados.

O Pilates possibilita exercícios onde é exigido que todo o corpo se encontre em conexão, promovendo o controle dos movimentos e consciência corporal que irá ser reproduzida em movimentos do dia-a-dia.

Havendo assim, uma reeducação nos padrões de movimento e posicionamento adequado de todas as articulações.

A seguir vamos observar alguns exercícios que podem ser aplicados na Reabilitação da Bursite do Quadril:

Os exercícios estão divididos em fase 1, 2 e 3.

Fase 1 (Fase aguda/presença de dor)

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Este exercício é super indicado para fases iniciais desta patologia, ele possibilita o posicionamento adequado da coluna, quadril, joelhos, tornozelo e pé permitindo a movimentação adequada das articulações e o trabalho em equilíbrio da musculatura de membros inferiores.

Além disso, é possível fortalecer os músculos do Power House através deste exercício e demais variações do Footwork gerando maior mobilidade e estabilidade à articulação do quadril.

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O exercício running promove grande alívio, pois reduz a tensão da cadeia posterior, minimizando a sobrecarga do quadril.

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O alongamento da cadeia lateral promove também um alívio sobre a região do quadril, devido sua inserção. Se o músculo oblíquo estiver tenso ele irá promover sobrecarga sobre o quadril devido sua inserção no osso ilíaco.

Fase 2 (Fase Intermediária/Redução da dor)

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O clássico exercício da ponte permite a mobilidade de quadril e coluna, além do fortalecimento dos músculos dos membros inferiores e glúteo. OBS.: fique atento ao posicionamento adequado das articulações durante o exercício.

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Os exercícios leg series no Reformer promovem o fortalecimento dos músculos dos membros inferiores possibilitando o equilíbrio dessa musculatura.

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A prancha ventral com apoio dos joelhos estimula o trabalho do Power House e músculos estabilizadores do quadril de forma facilitatória, não exigindo tanto controle de membros inferiores como na prancha convencional com apoio apenas dos pés.

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Com esse exercício promovemos maior estabilidade ao tronco e ao quadril, fortalecendo o Power House de forma facilitadora com o apoio da perna e joelho. Pode ser feito de forma dinâmica inicialmente encostando o quadril ao solo e subindo repetidamente e logo evoluir para a permanência da postura por alguns segundos ou minutos.

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Através deste exercício é possível alongar os músculos glúteo e piriforme promovendo alívio e reduzindo a tensão sobre a região do quadril.

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Como observamos nos testes citados, é possível que o paciente apresente encurtamento do músculo psoas, com este exercício – o Front Splits – é possível alongar este músculo e promover mobilidade da articulação do quadril, além de favorecer a força funcional do equilíbrio entre flexores e extensores do quadril.

Fase 3 (Fase final/Ausência de dor)

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Nesta fase é possível realizar movimentos integrados e que exijam maior controle dos músculos do Power House.

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Os exercícios unipodais devem ser inseridos numa fase final onde a paciente apresente maior estabilidade do quadril e controle dos movimentos.

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Alongamentos como o stretches back são também muito indicados, como já citado anteriormente, é comum a paciente apresentar encurtamento do reto femoral.

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O stretches front promove alongamento intenso da cadeia posterior e pode também ser realizado com leve adução do membro inferior fletido a fim de promover também o alongamento do tensor da fascia lata.

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A prancha lateral além de ser utilizada como teste também pode ser utilizada como exercício terapêutico afim de promover maior estabilidade ao tronco e quadril, além de fortalecer os músculos do Power House.

Considerações finais

Para que não ocorra recidiva desta patologia é necessário que se mantenha os cuidados orientados por seu Fisioterapeuta e que se mantenha um programa de exercícios para realizar a manutenção de força, flexibilidade, mobilidade e estabilidade das articulações.

E então, gostou das dicas? Comente!

Fisioterapeuta Andréia Souza
Especialista em Fisiologia do Exercício, Treinadora VOLL, Proprietária Studio Carpe Vita – Florianópolis (SC)

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