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História com o Pilates e a vida!

Quero compartilhar com vocês um pouco da minha história com o Pilates! Comecei a praticar exercícios na academia com 15 anos porque era zoada na escola por estar acima do peso. Praticava horas de aulas de ginástica, musculação, tomava os termogênicos e suplementos da moda (tudo sem orientação de um profissional) e não tinha um resultado permanente, sempre estava insatisfeita com meu corpo.

Gostava tanto daquele mundo da academia que decidi cursar Educação física, e logo comecei a estagiar na musculação e nas aulas fitness. Mas com o valor baixo que ganhava, acabei começando a dançar em apresentações de lambaeróbica e a fazer eventos como recepcionista. Logo larguei as aulas e acabei entrando no universo da noite, fotos, eventos e TV. Trabalhava de domingo à domingo, de noite, de dia… É claro que não iria aguentar muito tempo, logo a saúde começou a reclamar. Lembro-me que “travei” da lombar a primeira vez com uns 21 anos, após dançar horas em um evento de música eletrônica que produzi, mas não busquei saber o que era pois tinha medo de ter que parar de dançar.

Continuei com a minha jornada tripla de trabalho por mais uns quatro anos até que “travei” da cervical após uma apresentação. Fui para casa com dor e tomei o velho relaxante muscular achando que iria resolver, mas acordei gritando para minha mãe me ajudar a levantar da cama pois não conseguia me mover e nem levantar o braço. Resolvi ir no ortopedista e desvendar o que havia na minha coluna. Resultado: Três protusões na cervical, uma espondilolístese na lombar e mialgia facial. Conclusão? O que seria de mim que dependia do meu corpo para sobreviver? Mas aquilo foi na verdade o recomeço, pois foi por causa da dor que refleti se aquela jornada de trabalho estava me fazendo bem e o que seria do meu futuro. Eu amava dançar, mas não podia continuar daquele jeito.

Quando iniciei a faculdade o Pilates estava vindo para o Brasil. Na época fui pesquisar para fazer o curso e eram poucos os disponíveis no mercado, todos muito caros. Quando estava pensando o que iria fazer travada daquele jeito logo lembrei do Pilates e fui pesquisar novamente! Já existiam uma infinidade de opções, mas optei pela empresa líder de mercado, a STOTT PILATES. Ainda é um dos cursos mais caros, mas vale cada real investido. O termo BBB (bom, bonito, barato), me desculpem, não existe. O seu retorno sempre será de acordo com o valor que você está disposto a investir, seja ele em tempo ou dinheiro, ou os dois juntos. Pensei: ”já que é para investir que seja no melhor”! E falo, foi a melhor decisão que tomei!

Fiquei apaixonada pelo método e por toda a mudança que vi na minha mente e no meu corpo! Descobri, ou melhor, redescobri meu corpo! As dores melhoraram em torno de 80%. Em dois anos de prática minhas protusões regrediram para abaulamentos. Os outros 20% da dor estão aqui comigo, mas hoje sei o que desencadeia e sei lidar com elas, pois na maior parte das vezes têm fundo emocional. E como todo ser humano, em alguns momentos não dominamos isso. Mas hoje aceito e sei que a dor também tem que ser sentida, pois ela é um sinal de que algo não está bem e nem sempre a raiz do problema está ali onde está doendo.

Trabalhei muito tempo no centro de treinamento da STOTT PILATES no Brasil, a STUDIO FIT, onde aprendi muito, conheci pessoas maravilhosas, minhas mestres no Pilates, que me incentivaram muito a chegar onde eu cheguei. Fiz a certificação internacional da STOTT PILATES, que não foi fácil (mas não é impossível). Incentivo a todos que fazem o curso fazerem a prova, pois é como fazer uma faculdade e não entregar o TCC. Fiz vários outros cursos, workshops e continuo apaixonada e querendo conhecer e me aprofundar ainda mais no método e, principalmente, em lidar com pessoas e sua emoções, afinal trabalhamos com seres humanos e não com máquinas. Só entender o que está na apostila também não te levará a lugar nenhum (não existe fórmula mágica). Amo trabalhar com gente, conversar, trocar experiências, sentimentos, sensações…

Aprendi que para ensinar qualquer coisa nada melhor que entender o que acontece no seu corpo e na sua mente primeiro. Autoconhecimento é o melhor caminho para entender o outro. Como ensinar algo que não se pratica e não se acredita de verdade?

Hoje uns dos meus sonhos tornou-se realidade, que é ter meu estúdio, que esse ano completa três anos. Minha missão é levar mais qualidade de vida para as pessoas, com a minha experiência de seis anos como instrutora e praticante de Pilates, apaixonada pelo que faz e, acima de tudo, apaixonada pelo movimento. Afinal, somos educadores do movimento, a vida é movimento!

Esse ano completo 15 anos como praticante de exercícios, 12 como Profissional de Educação Física, 30 na faculdade da vida e afirmo que não tem receita de bolo, mas alguns ingredientes são essenciais para viver bem: fazer atividade física pelo menos três vezes por semana (uma que VOCÊ goste e não a preferida da sua amiga), ter uma alimentação equilibrada (consulte um nutricionista para saber a SUA NECESSIDADE e não seguir a dieta da moda), amor (ame a Deus, ame sua família, ame seu trabalho, ame sua vida!) e saia da sua zona de conforto: se não te desafia, não te transforma!

Fernanda Avancini
Educadora Fisíca (O97351-G/SP), instrutora de Pilates, ZEN.GA e TOTAL BARRE
(certificação internacional STOTT PILATES)

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