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Aquecimento na aula de Pilates: fazer ou não?

No planejamento de nossas aulas sempre deverá existir a parte inicial, a principal e a final. E hoje vamos abordar um pouco sobre o início de uma aula de Pilates. Como já citamos em outros temas do #pilatesconsciente, o mais importante é nos preocupar com o que nosso cliente precisa, quais são seus objetivos e sempre identificar suas necessidades. Sabendo disso, começamos a planejar suas sessões.

Independente da aula ser no solo ou nos equipamentos, o praticante deve se preparar para aquela sequência de exercícios que foi elaborada para o padrão postural e particularidades dele. Sabemos que o trabalho neuromuscular numa aula de Pilates é global, existe um equilíbrio entre mobilidade e estabilidade, exercícios de membros inferiores, membros superiores e tronco, planos de movimento da coluna, mudanças de decúbitos, sem contar as modificações individualizando a aula, criando assistências e desafios.

Então, se já sabemos o que contém a parte principal, como planejamos a parte inicial? O aquecimento. Qualquer tipo de aula em grupo ou individual inicia-se com um aquecimento, nas aulas de Pilates não poderia ser diferente!

Apesar de encontrarmos cada vez mais profissionais que só têm curso de formação e experiência com aulas em estúdio, particularmente prefiro aquecer meus clientes no solo, e tenho algumas razões para isso: além dos exercícios do mat serem a base do método Pilates, onde conseguimos definitivamente “conectar” nossos clientes com os princípios do Pilates, é o local onde conseguimos observar melhor nosso cliente se movimentando.

É fácil para equilibrar a intensidade de um aquecimento eficiente com exercícios de baixa intensidade, com o objetivo de aquecer e lubrificar as principais articulações (tornozelo, joelho, quadril, ombro e cotovelo). É seguro no sentido de não termos o equipamento, molas, alças ou outros acessórios para nos preocupar, temos melhor habilidade em mudar nosso cliente de posição para a execução de diferentes planos de movimento da coluna, onde no aquecimento fazemos em média pelo menos dois movimentos de coluna, além de exercícios para estabilização e mobilização das cinturas (pélvica e escapular), e do aquecimento inicial de centro e dos músculos paravertebrais.

Diante dessas justificativas, eu tomo a liberdade, e com todo o respeito, à indicar aos profissionais que tem a intenção de finalizar sua formação em Pilates, que a finalize. Vocês vão conhecer realmente a base do método e praticar o trabalho de corpo e mente somente com você mesmo e o solo, sem grandes assistências, como as que os equipamentos promovem à nossa prática (em algumas formações, alguns acessórios de resistência, apoios, modificações e variações dos exercícios tradicionais do repertório).

Em aulas no estúdio, alguns profissionais preferem aquecer os clientes diretamente nos equipamentos, já nas aulas de mat não temos outra opção a não ser no solo. É possível conseguirmos aquecer nosso cliente diretamente nos equipamentos? Acredito que sim, porém, o profissional deve ter o bom senso de escolher exercícios que sejam simples, seguros e eficientes, prefira CCF ao invés de CCA, base de suporte maior do que menor, como no Reformer ou Cadillac. Se planejar algo com acessórios sugiro os acessórios de resistência, como Fitness Circle, Flex Band ou Toning Ball. No caso de utilizar acessórios de equilíbrio, como Rolo ou Bola, tenha um cuidado especial e escolha exercícios do simples ao complexo, da assistência ao desafio, principalmente se estamos discutindo sobre aquecimento.

Então, clientes, boas aulas e pratiquem Pilates Consciente!

Rafaela Porto
Educadora Física
Certificada Internacionalmente pela STOTT PILATES
Pós Graduada em Atividade Física Adaptada e Saúde
CREF 048367-G/SP

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