Atividade física ajuda a tratar a depressão

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Se você conhece alguém com depressão, calce um tênis e vá caminhar com ela na praça. Pode dar uma voltinha de bicicleta, também, ou correr na praia. É que a atividade física é um tratamento eficaz para a doença, aliada à terapia psicológica e aos medicamentos.

De acordo com o cardiologista da Faculdade de Medicina da USP, dr. Roque Savioli, a depressão é identificada por sintomas como:

- mau humor, tristeza ou irritabilidade constante;
- letargia ou fadiga;
- perda do interesse em atividades que eram prazerosas;
- mudança súbita de apetite (para mais ou para menos);
- sentimento de culpa, de não ter nenhum valor;
- lentidão, impaciência, ficar borocoxô;
- dificuldade de pensar e de se concentrar;
- pensamentos suicidas e de morte.

Se uma pessoa apresentar pelo menos cinco desses sintomas por duas semanas ou mais, é possível diagnosticar o quadro depressivo. Tudo isso influencia também na perda de energia e na capacidade física do paciente, o que pode até agravar sua baixa autoestima.

A atividade física alivia o estresse e age no sistema nervoso, estimulando a memória e também as funções motoras. “Quem pratica exercícios regularmente desde a infância ativa as células cerebrais e tende a enfrentar melhor as situações de estresse. Além disso, uma pessoa que não pratica atividade tem pouco apoio social, o que aumenta as chances de sofrer de depressão ao longo da vida”, explica Savioli. Por isso, o exercício também ajuda na prevenção da doença.

E os exercícios ao ar livre são ainda melhores, porque motivam e aumentam a energia. Segundo o médico, que escreveu o livro “Depressão, um sinal de esperança”, as atividades aeróbicas são as mais indicadas para o tratamento da doença, com a frequência de três a cinco vezes por semana. “Geralmente, um paciente depressivo não tem ânimo para frequentar academias ou praticar exercícios. Mas, muitos pacientes que conseguiram incluir as atividades físicas na rotina diária dizem: doutor, consegui até rir!”, relata Roque Savioli.

Junto com os medicamentos, a atividade física mantém o equilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, corrigindo alguns efeitos da doença. O exercício contribui para normalizar a presença de hormônios como a serotonina, que regula o humor, a endorfina, que aumenta o bem-estar e a adrenalina, relacionado à emoção. “Os motivos que levam a esse desequilíbrio não são resolvidos com os medicamentos, pois eles são apenas paliativos, por isso a necessidade de complementar a terapia com acompanhamento psicológico e exercícios”, avalia o cardiologista.

 

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