Pilates nos ares: voar faz bem

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Cores, música, desafio. Esses são os elementos que compõem o cenário de uma aula de Aero Pilates. É uma modalidade nova que mistura acrobacias aéreas com os movimentos do Pilates, ajudando na flexibilidade, no equilíbrio e na definição dos músculos.

O Aero Pilates usa o tecido vertical e o balanço fixados no teto para a execução de posturas comuns no método original. Os aparelhos suspensos utilizam a gravidade e a instabilidade para desafiar os praticantes ao equilíbrio. Os principais benefícios são “a postura, o alongamento e o ganho significativo de tônus muscular”, segundo a professora e pioneira da técnica no Brasil, Fabíola Brandão.

Outra vantagem é que, assim como o Pilates, o Aero ajuda muito as pessoas que sofrem de dores e problemas de coluna por causa da postura. “Os exercícios na posição invertida provocam descompressões na coluna, o que alivia bastante as dores nas costas. Com a progressão das aulas conseguimos uma melhora no alinhamento da coluna”, garante Fabíola. Além disso, a descarga do próprio peso no tecido ajuda a reorganizar os movimentos, influenciando também no alinhamento.

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O colorido dos tecidos e a música são um estímulo para as aulas, que podem ser individuais ou em grupos. Os alunos superam seus limites reproduzindo as coreografias nos ares. A técnica tem se tornado mais popular entre as mulheres na faixa dos 40 anos. Segundo a professora, elas estão cansadas dos exercícios tradicionais (“até mesmo do Pilates”) e buscam por algo mais radical. “Elas encontram no Aero Pilates uma atividade desafiadora, transformadora e restauradora. Os idosos também podem praticar, com exercícios diferenciados e um acompanhamento mais próximo, mas é um público menos frequente, pois tem dificuldades em acreditar nas potencialidades do próprio corpo”, analisa. Mas de modo geral, qualquer pessoa pode se aventurar no Aero Pilates, desde que se sinta confortável no ambiente aéreo. O instrutor vai adequar os exercícios ao perfil de cada aluno.

 

INOVANDO O TRADICIONAL

Com vontade de promover uma aula diferente, a instrutora de Pilates Fabíola Brandão começou a desenvolver o Aero há oito anos, no seu estúdio, o Corpus Pilates, no Rio de Janeiro. Ela usou a experiência como bailarina aérea para inserir o tecido acrobático no ambiente do Pilates. O balanço criado com o próprio tecido aumentou as possibilidades de exercícios na posição invertida. Fabíola usou também o aparelho de Yoga Aérea, o Columpios, para criar novos exercícios baseados no Pilates.

O AeroPilates também tem se desenvolvido no Chile, com algumas modificações mais voltadas à técnica de Yoga. Mas apesar de terem coisas em comum, os dois trabalhos são diferentes. A professora lembra que o uso dessas novas modalidades deve ser responsável: “devemos entender a técnica, seus princípios e seus exercícios para podermos extrapolá-la”, recomenda.

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8 thoughts on “Pilates nos ares: voar faz bem”

  1. Parabéns Fabíola por mais uma conquista. Sou grata a você por ter me introduzido no método Pilates há muitos anos atrás. desde aquela época nunca deixei de praticá-lo. agora estou com vontade de experimentar este AERO PILATES, claro que sob sua orientação.
    Obrigada

  2. Me interesso mto por esse acessório, como posso encontrá-lo? Sou fisioterapeuta, trabalho com pilates e terapia manual, rpg

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