Qualidade de vida em pacientes mastectomizadas

Por Rafaela Porto
Instrutora Certificada STOTT PILATES™
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit CREF 04836-G/SP

 

O câncer é uma das principais causas de óbito no mundo, acometendo igualmente ambos os sexos. No Brasil, os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) mostram que, na década de 90, essa foi a patologia mais frequente no país. As maiores taxas de incidência foram observadas em São Paulo, no Distrito Federal e em Porto Alegre.

O câncer de mama é a neoplasia mais temida pelas mulheres. Segundo dados de 2010, no Brasil, foram diagnosticados 49.240 casos, e a cada ano 22% de novos casos são descobertos. Com o avanço da prevenção, detecção precoce e a melhora no tratamento, 50% das mulheres acometidas sobreviverão pelo menos 15 anos ou mais depois de diagnosticado.

Após a confirmação do diagnóstico, a mulher sofre diversas alterações, pois é submetida a condutas terapêuticas que geram repercussões psicológicas, com mudanças bruscas de comportamento, além dos desconfortos e debilidades físicas.

 

 

As cirurgias de mama influenciam na qualidade de vida da paciente, incidindo sobre sua autoestima. Além das alterações fisiológicas, a paciente é exposta a situações como o medo da morte, o preconceito, a ameaça da mutilação da mama. São fatores que envolvem feminilidade, sexualidade, estética e afeto. Com o tratamento, a paciente passa a ter uma nova realidade de seu corpo, pois ocorrem inúmeras complicações como:

• Linfedema;
• Fibrose;
• Aderência cicatricial

A cirurgia está ligada a essas alterações e complicações em até 70% das pacientes, podendo afetar a realização de suas atividades de vida diária (AVD). O tratamento com profissionais qualificados desempenha um importante papel na qualidade de vida dessas pacientes, melhorando as AVDs, pois as complicações físicas associadas ao tratamento reduzem sua qualidade vida.

No artigo “Terapia manual na restauração da amplitude articular do ombro em mulher mastectomizada”, da Revista Fisioterapia Brasil (2012), uma paciente relatou que não apresentava dificuldades em realizar suas AVDs, porém certa limitação na realização dos movimentos do ombro do mesmo lado da cirurgia. A amplitude articular do ombro, examinada através de medidas goniométricas, a partir de movimentação ativa, apresentou um aumento em todas as amplitudes avaliadas após 10 atendimentos, sendo que o de rotação interna foi o que mais apresentou ganho na amplitude articular.

Estudos em relação à qualidade de vida têm sido extensamente valorizados na oncologia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Outra definição também aceita de qualidade de vida seria a relação com a “satisfação geral do indivíduo com a vida e sua percepção pessoal de bem estar”. Nesse contexto, o exercício físico desempenha papel fundamental, pois tem relação direta com o bem-estar, a autoestima e a qualidade de vida do praticante.

Movimente-se!

CADASTRE-SE

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