O atleta e a ansiedade

Por Rafaela Porto
Instrutora Certificada STOTT PILATES ™
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit CREF 04836-G/SP

 

Para se tornar um atleta de elite no mundo moderno é necessário ter disciplina, treinar por muitos anos e se dedicar de forma quase exclusiva ao esporte. E, geralmente, a carreira esportiva inicia em idade muito precoce.
Mas o desenvolvimento do atleta não pode estar focado apenas nos aspectos físicos, técnicos e táticos. Deve haver a preocupação com o desenvolvimento intelectual, motivacional, emocional e social.

Foto: Divulgação

 

Que tal associarmos isto à prática de Pilates? Nestes casos, a técnica pode prevenir o estresse ocasionado pela pressão, trabalhando a ansiedade, a frustração, o medo e a auto-superação. Isso acontece com a maioria dos esportistas, que se sentem obrigados a vencer, cobrados por uma sociedade que exalta a emoção da vitória e o sofrimento da derrota.
O equilíbrio (ou desequilíbrio) emocional é um aspecto integrante do esporte competitivo. Muitos estímulos causam efeitos emocionais positivos e/ou negativos, que influenciam diretamente no desempenho do atleta e no seu comportamento diante da competição.
A exposição a algumas experiências ansiosas pode causar mudanças fisiológicas como o estreitamento da atenção, o aumento no consumo de energia e o aumento de adrenalina, que poderá interferir negativamente no desempenho global do atleta.
O Pilates ajuda a aumentar essa concentração. De um modo geral, as pessoas iniciam as sessões bem atentas, mas é preciso cuidar: à medida que tudo começa a ficar familiar, a zona de conforto começa a se encaixar novamente.
Uma aula de Pilates geralmente inicia te relembrando de situações que você conhece como respirar e se movimentar, lentamente e por partes. Essa é uma ótima maneira de se esforçar a ficar atento a pequenos detalhes. Que tal reavaliar sua postura junto ao professor e perceber que talvez seja necessário um novo conceito para o seu próprio corpo?
As respostas emocionais apresentadas pelos atletas tornaram-se foco em um estudo da Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício em 2012, impulsionando os profissionais ligados à área a avaliar as influências da ansiedade nos eventos competitivos. O público estudado: atletas de ginástica artística, que sofrem muito com a ansiedade antes e durante as competições.
Já existem muitos estudos nesta área, relacionados à psicologia do esporte. É um assunto legal para pesquisar e se aprofundar, não é?

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