Ataxia exige tratamento de equilíbrio e mobilidade

Ataxia, do grego ataxis, quer dizer sem ordem ou incoordenação, é um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico. Ataxia significa a perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários; é um termo que cobre uma grande variedade de desordens neurológicas e, portanto, pode fazer parte do quadro clínico de numerosas doenças do sistema nervoso.

É mais frequentemente causada por uma perda da função do cerebelo, a parte do cérebro que serve como centro de coordenação, localizado na parte inferior e de trás da cabeça, na base do cérebro. O lado direito do cerebelo controla a coordenação do lado direito do corpo e o lado esquerdo controla a coordenação do lado esquerdo. A parte central do cerebelo é responsável pela coordenação dos complexos movimentos de andar. Outras partes do cerebelo ajudam a coordenar o movimento dos olhos, da fala e da deglutição.

 

Foto: minhavida.com.br

A ataxia pode também ser causada por uma disfunção das vias condutoras para dentro e para fora do cerebelo. Informações vem para o cerebelo da medula espinhal e de outras partes do cérebro, e sinais saem do cerebelo para a medula espinhal e para o cérebro. Ainda que o cerebelo não controle diretamente a energia ou a sensibilidade, as vias de energia e sensoriais devem trabalhar adequadamente para fornecer a correta entrada para o cerebelo.

Algumas ataxias são causadas por uma anormalidade genética e com frequência os primeiros sintomas aparecem na infância. Outras formas podem aparecer até a metade da vida e então são conhecidas como de iniciação tardia. Geralmente, todo esse grupo de desordens neurológicas é conhecido como ataxia “degenerativa” porque os sintomas se agravam com o passar do tempo. Em geral, as ataxias “hereditárias” são transmitidas de duas formas diferentes: dominantes ou recessivas. Embora existam algumas exceções, estes dois modos de transmissão cobrem a maioria das ataxias “hereditárias”.

Alguns raros tipos de ataxias são devidos a mutações no código DNA produzido no momento da concepção. Não se trata de herança dos pais e são frequentemente tomadas como sendo ataxias “esporádicas”. Algumas dessas novas mutações no DNA podem então ser passadas como “dominantes”.

Exercícios terapêuticos que envolvam movimentos e acessórios utilizados no método de Pilates são capazes de ensinar o paciente com Ataxia a reduzir a oscilação postural (freqüência e amplitude) e melhorar o controle da posição, do alinhamento corporal que exigem alto grau de concentração mental. 

 

 

Foto: Chico Audi

Para tartar a doença existem determinadas terapias, incluindo:

  • Terapia Ocupacional: envolve algumas adaptações em casae no trabalho.
  • Fonoaudiologia: ajuda com a deglutição, tosse, asfixia e problemas de fala.
  • Atendimento ortopédico: ajuda pacientes com curvatura da coluna (escoliose).
  • Fisioterapia: um profissinal pode utilizar bola suiça e outras técnicas do método Pilates para ajudar a manter a força e melhorar a mobilidade.
  • Aconselhamento: ajuda pacientes (geralmente frustrados e/ou deprimidos); a lidar com alguns sintomas que afetam a mobilidade física e de coordenação.
  • Suplementos e nutrição: alguns pacientes têm níveis muito baixos de vitamina E e requerem suplementos e / ou uma dieta especial. Como a sensibilidade ao glúten, é mais comum entre os pacientes atáxicos, uma dieta regulada também ajuda.

Fonte: fisioterapiahumberto.blogspot, bengalalegal.com e yesanswer.de


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