Livre seu cérebro de um curto-circuito

A área do cérebro responsável pelo prazer que sentimos ao comer, fazer sexo ou ao expor o corpo ao calor do sol, é integrado numa área cerebral chamada sistema de recompensa. Esse sistema foi relevante para a sobrevivência da espécie. Quando os animais sentiam prazer na atividade sexual, a tendência era repeti-la. Estar abrigado do frio não só dava prazer, mas também protegia a espécie. Desse modo, evolutivamente, criamos essa área de recompensa e é nela que a ação química de diversas drogas interfere. Tal comportamento reflete uma disfunção do cérebro. A atenção do dependente se volta para o prazer imediato propiciado pelo uso da droga, fazendo com que percam significado todas as outras fontes de prazer.

O sistema de prazer é muito primitivo, a evolução criou, no cérebro, um centro de recompensa ligado diretamente à sobrevivência da espécie. As abelhas, quando pousam numa flor e encontram néctar, liberam um mediador chamado octopamina, neurotransmissor presente nas sensações de prazer. É importante para as abelhas e para os seres humanos também. A droga produz efeito tão intenso porque age nesses mecanismos biológicos bastante primitivos.

O cigarro nada mais é do que um dispositivo para administrar droga. A nicotina inalada com a fumaça é rapidamente absorvida pelos alvéolos pulmonares, cai na circulação e chega ao cérebro num intervalo de seis a dez segundos. Inalada, chega mais depressa do que se tivesse sido injetada na veia, porque não perde tempo na circulação venosa. A velocidade com que a droga chega ao sistema nervoso central explica por que a primeira tragada traz alívio imediato ao fumante aflito.

No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios localizados em vários centros cerebrais. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer que os dependentes referem sentir ao fumar – e que os não-fumantes são incapazes de entender.

 

Foto: vidaeaprendizado.com.br

Viciados em nicotina, os neurônios do centro que integra as sensações de prazer, ao sentirem seus receptores vazios dela, estimulam outros circuitos de neurônios, que convergem para o chamado centro da busca. Esse centro é responsável por induzir alterações comportamentais com a intenção de nos obrigar a repetir ações que anteriormente nos trouxeram prazer: sexo, comida, atividade física, temperatura agradável para o corpo entre outros.

Informados da falta de nicotina, os neurônios do centro da busca lançam mão de sua mais poderosa arma de persuasão comportamental: a ansiedade crescente. Tomado pela vontade de fumar, o fumante perde a tranqüilidade, fica agitado, nervoso e não consegue se concentrar em mais nada. Para ele, não existe felicidade possível sem o cigarro.

Para tratar o curto-circuito de prazer que a nicotina arma entre os neurônios é preciso ensinar o cérebro novamente a funcionar como fazia antes de entrar em contato com a droga.

A prática de alguma atividade física como o Pilates, pode ajudar muito nesta fase, pois substituímos o prazer do cigarro pelo prazer do exercício. Muitas pessoas não gostam, ou por algum outro motivo acabam não fazendo atividade física, porém dizem gostar do bem estar que a pratica faz ao corpo e mente.

Através do Pilates, quando enfatizado os 5 princípios do método, respiração, posicionamento da pelve, posicionamento da caixa torácica, estabilização e movimentação da cintura escapular e posicionamento da cabeça e coluna cervical, conseguimos com que a pessoa melhore sua concentração, força muscular, postura e também que ela relaxe através de um controle da respiração, liberando a tensão muscular e aliviando o estresse do dia a dia.

Fonte: drauziovarella.com.br

* Texto adaptado por Fernanda Misquevis Eleutério Silva, Fisioterapeuta em formação STOTT PILATES e COORDENADORA DE CURSOS Pilates StudioFit/METALIFE.

 

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