O Pilates aliado com a Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica que afeta os movimentos das pessoas. Tecnicamente, a dopamina é uma substância produzida no cérebro por um grupo de células nervosas, responsáveis por conduzir correntes nervosas ao corpo. A falta ou diminuição dessa substância tem como consequência, lentidão nos movimentos, aumento gradual dos tremores, rigidez muscular, dificuldade em manter a postura e o equiílibrio, além de afetar a comunicação do paciente. A doença atinge, geralmente, adultos com mais de 60 anos, porém pode afetar jovens onde os casos são mais raros.

Em contraste com outras doenças, o Parkinson possui um curso vagaroso, sem mudanças drásticas. Apesar dos avanços científicos, o Parkinson não tem causa conhecida, não tem cura, porém podemos retardar ou minimizar as suas consequências através de uma atividade física segura e assistida como o pilates, que será tão importante quanto os remédios. Nesses casos, o Pilates terá como objetivo conservar a atividade muscular e a flexibilidade articular, evitando a atrofia dos músculos. Com isso, a rigidez nos gestos se tornará menos evidente.

Alguns exercícios direcionados e assistidos pelo instrutor de Pilates irão facilitar as atividades da vida diária, como sentar-se mantendo uma postura ereta, vestir-se, caminhar sem o aspecto de cansaço. Além dos sinais motores mais visíveis, o aspecto psicológico também é afetado. A depressão, o estresse ou até mesmo o sentimento de angústia podem trazer consequências negativas e serem refletidos no aspecto físico. Em contrapartida, os benefícios do Pilates, como a melhora na consciência corporal e o aumento da autoconfiança oferecerão a esses pacientes um conforto mental evitando o aparecimento das consequências citadas acima.

Sugestões aos instrutores: Importante sublinhar é que, durante uma aula, o instrutor deve fazer o aluno se mexer o máximo possível, realizar exercícios de alongamento, como o gato de frente na cadeira, leg press no reformer, série de costas no reformer. Evitar posições de risco, tais como, exercícios com a caixa em cima do Reformer, exercícios em pé em cima do Cadillac.

Boas Aulas!

Autora: Marília Zara Chiarelli (Educadora Física, Instrutora Certificada Internacionalmente pela STOTT PILATES)

 

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