O que o Pilates pode fazer pela Síndrome Pós-Poliomielite?

Por Marília Zara Chiarelli

Educadora Física, Instrutora Certificada Internacionalmente pela STOTT PILATES

 

Foto: Pilates Studio Fit

A Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) se refere a sintomas neuromusculares, como dores musculares e articulares, fraqueza muscular, alto índice de fadiga, que aparecem, geralmente, após 15 anos de estabilidade da doença.

A força muscular é um dos fatores que determinam a indepedência para as atividades da vida diária, e o Pilates pode ser um meio para que essas atividades sejam realizadas com mais firmesa e segurança. O mecanisno de fraqueza muscular não é claramente descrito. Mas, uma das hipóteses cientificamente seria pela disfunção dos neurônios motores, ou até mesmo pelo uso excessivo de musculaturas afetadas pela doença, tendo que trabalhar a cargas próximas do máximo de sua tolerância.

O Pilates é uma atividade que melhora a percepção corporal, qualidade física e mental do praticante. Com a elaboração de exercícios específicos, podemos incluir um aluno com síndrome pós-poliomielite a uma aula em grupo.

O Pilates é uma atividade onde esse aluno poderá trabalhar equilíbrio, melhorando sua consciência corporal, o alongamento do corpo como um todo, e principalmente das musculaturas afetadas.

Considerações aos instrutores:

• Preocupem-se em saber o histórico da doença, qual o grau dessa deficiência e as restrições de movimento;

• Aplique exercícios como Leg Press no reformer;

• Exercícios em pé no Cadillac;

• Alongamento do Gato em pé de frente na cadeira;

• Exercícios de Mat Pilates (solo) utilizando o disco de rotação e faixas elásticas.

O importante é termos em mente, a realização de exercícios de pouca carga, evitando a fadiga no local. Além disso, as sessões contribuirão na diminuição da ansiedade na melhora da autoestima e na prevenção de depressão.

 

Compartilhe essa página com seus amigos. alunos e professores nos links abaixo:

CADASTRE-SE

PUBLICIDADE

Alternative text