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Síndrome do Desfiladeiro Torácico, você conhece?

 Muitas vezes nos deparamos com desafios a superar em nossas aulas. Um grande e constante desafio é diminuir a tensão muscular na região dos ombros e pescoço de nossos alunos. Os músculos esternocleidomastóideo e trapézio porção superior são afetados constantemente pelo stress do dia-a-dia e pela má postura.

Alguns casos podem ser amenizados com um bom trabalho de propriocepção e fortalecimento da postura, mas alguns parecem não responder positivamente a esses estímulos. Isso porque alguns casos não são simples tensões musculares, mas sim a Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT).
Trata-se de uma compressão do plexo braquial tão intensa que inibe a circulação sanguínea de membros superiores. O plexo braquial é o conjunto de cinco raízes que saem da medula no pescoço, comunicando-se entre si, dando origem a todos os nervos do membro superior.
A compressão ocorre devido a alterações posturais ou anatômicas que alteram o triângulo formado pela primeira costela, clavícula e músculos escaleno e peitoral. Daí o nome “desfiladeiro”.
O aluno sente dor intermitente relacionada ao movimento, normalmente em extensão e abdução de ombros. Pode haver também parestesia e déficit de força em membros superiores.
O tratamento é baseado em bloqueios anestésicos locais nos pontos-gatilho, tratamentos tradicionais de fisioterapia (TENS, por exemplo) e exercícios posturais e de fortalecimento.
Exercícios de alongamentos oferecem grande sensação de alívio para esses alunos e são muito indicados. Os exercícios de força são necessários, porém devem ser aplicados com muito cuidado, respeitando a amplitude de movimento para não agravar a tensão gerada pela síndrome. Indica-se iniciar o trabalho de força com exercícios isométricos. Exercícios de mobilidade de coluna, pescoço e cintura escapular são indicados para aumentar a propriocepção do aluno e alongar musculaturas mais profundas. O feedback do aluno serve como base para este trabalho dar certo.
Sugira que seu aluno entre em contato com o médico ortopedista ou fisioterapeuta caso ele apresente alguns dos sintomas dessas síndromes e bom trabalho pela frente!
Autora: Por Viviane Vales
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12 thoughts on “Síndrome do Desfiladeiro Torácico, você conhece?”

  1. Olá,

    Gostaria de saber qual especialidade médica devo procurar quando da desconfiança da existência de uma síndrome do desfiladeiro torácico.

    Obrigada,
    Kaline

  2. Kaline,

    Desculpe a demora em responder.
    Fisioterapeutas e médicos ortopedistas tem condições de realizar um teste clínico para identificação do problema. É um teste onde se afere o batimento cardíaco em determinada posição do braço, verificando se há interrupção de circulação devido à compressão muscular.

    Obrigada pelo contato.

    Viviane

  3. ha cerca de onze meses fui diagnosticada com sdt, fiz trinta sessoes de fisioterapia como tratamento. apos um periodo as dores continuaram com a mesma intensidade de antes mesmo tendo diminuido os esforços do trabalho as veze acordo com dormença na mão esquerda e cerca de oito dias atras acordei de madrugada co meu braço esquerdo todo dormente mesmo não tendo dormido por cima dele. por favor peço uma orientação. aguardo.obrigada.

  4. eu tenho sindrome do desfiladeiro toracico. nao faço nenhum tratamento o quanto isto podi piorar?

  5. Eu tenho sdt,sinto mt dor ,é uma das piores doenças que alguem pode ter.ainda mais eu que so tenho 15 anos,e nao consigo fazer nada ,nem escrever.vou fazer uma cirurgia mais num sei quando eu tenho convenio so que é mt cara ,e o hospital nao quer liberar a cirurgia ,ela custa 129.000 mil

  6. Fui diagnosticada com SDT há 18 anos. A dificuldade de chegar-se ap diagnóstico correto agravou bastante meu caso e praticamente perdi os movimentos dos braços por não suportar a dor. Um ordopedista identificou o problema com um simples teste e me encaminhou a um angiologista que com exames de imagens e consideração do histórico confirmou o SDT. Fiz fisioterapia 3 meses ininterruptos, com muito alongamento e recuperei os movimentos e obtive alivio da dor. Convivo com o SDT desde então. A dor é realmente muito forte mas para evitá-la o mais importante é policiar os movimentos. Aprendi a conviver com o problema da melhor forma, dirijo (antes era insuportável), não carrego/levanto peso, não ando de bicicleta, não apoio sobre os braços, não faço força, etc
    Descartei na época a cirurgia pois o médico achou que o percentual de redução da compressão seria muito pequeno em relação ao risco.
    A fisioterapia foi o ” melhor remédio” e me permitiu seguir a vida, com algumas limitações mas feliz!
    Fiz o tratamento em Londrina, PR

  7. Apenas completando, o teste que diagnosticou o SDT foi exatamente o citado pela Viviane no “post” acima.
    Roberta, com o tratamento adequado você voltará a escrever e fazer muitas outras coisas.
    Não se desespere, um bom acompanhamento médico e fisioterapeutico permitirá que você tenha uma vida normal pois as limitações são mínimas considerando o quadro anterior ao tratamento.
    Perservere!
    Abraços

  8. Olá Nilse, eu descobri recentemente tbm a SDT, sou de Londrina, gostaria de saber onde voce fez o tratamento, e se já consegue trabalhar, estou afastada desde novembro, e sinto muitas dores ainda.

  9. Como estou estudamo ,muito. Fico muito tempo sentada , e carrego bolsa ,escrevo muito. Parece que meu ombro esta partindo.A região toracica fica toda tensar. Isso é um incio da SDT?

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