A flexibilidade e o Pilates

A flexibilidade e o Pilates

Fiz ginástica olímpica antes do Pilates, mas digamos que depois que comecei a fazer Pilates a minha flexibilidade aumentou consideravelmente!

Você deve estar pensando:

“mas eu sou duro (a) como uma tábua, nada vai conseguir me ajudar!”

Olha, depois de anos de experiência trabalhando com flexibilidade, não só no Pilates, mas também com o treinamento da Ginástica Olímpica, eu pude perceber que, por mais “duro” que uma pessoa seja sempre dá para melhorar… basta um pouco de persistência e consistência. A Flexibilidade assim como a Força, quando você fica muito tempo sem praticar, vai fatalmente diminuindo.

Dai já vem à próxima pergunta:

“Mas para quê preciso melhorar a minha flexibilidade?”

Essa é uma pergunta muito importante, existem vários motivos para você começar a se preocupar com a flexibilidade:

Com a perda da flexibilidade, atividades cotidianas como colocar uma meia ou calçar um sapato podem começar a ficar desconfortáveis.
Numa queda, uma pessoa flexível terá menor probabilidade de se machucar, evitando o rompimento de tendões, músculos e/ou ligamentos, ou mesmo distensões musculares.
Um atleta, por exemplo, com uma maior amplitude de movimento poderá executar melhor o seu esporte, também diminuindo as suas chances de lesões.
Uma boa flexibilidade facilita e torna a atividade sexual mais confortável e prazerosa.
O encurtamento dos músculos pode levar a limitações articulares e alterações ósseas irreversíveis em longo prazo.
Se o seu pensamento for: “Mas o trabalho de flexibilidade costuma ser tão doloroso!”

É porque você ainda não experimentou o Pilates. Quando você realiza os movimentos nos equipamentos, na maioria dos casos você vai perceber que vai estar sempre trabalhando, dentro do seu limite de conforto, mas no seu maior grau de amplitude. Isto é, vai executar um movimento dinâmico aonde, a cada repetição o corpo vai aceitando o movimento e vai melhorando o grau de flexibilidade.

Por que tem gente que alonga, alonga e alonga e nunca melhora a flexibilidade?

Eu quero que você entenda o seguinte: quando você alonga um músculo, imagine um elástico, quão mais longo mais fino ele fica não é? Pois bem, no músculo acontece à mesma coisa, o tecido relaxa e vai alongando… Só que, em pessoas mais encurtadas ou que já sofreram alguma lesão muscular, tendínea ou ligamentar, devido à dor ao tentar alongar, o corpo reage contra essa dor e se contrai. Agora pensa comigo: o ato da contração muscular faz com que o músculo encurte certo? Passando assim a ficar mais volumoso. Agora, se você continuar esticando esse músculo que está cada vez mais contraído e encurtado, o que será que vai acontecer? Provavelmente você causará micro rupturas ou micro lesões nas fibras musculares, ocasionando aquela dorzinha no dia seguinte. Poderá até provocar uma distensão muscular. Se o músculo estiver machucado e você tentar alongar no dia seguinte, vai perceber que seu alongamento terá diminuído e não melhorado!

E o que fazer então?

Fácil, você tem que, primeiramente parar de forçar tanto até que as fibras do músculo cicatrizem. Depois vai usar a RESPIRAÇÃO para auxiliar no alongamento. Toda vez que você EXPIRAR vai tentar relaxar o seu corpo começando pelo topo da cabeça, pescoço, ombros e vai descendo até o músculo que está alongando. Neste momento, pense e tente sentir que, nem que seja apenas um milímetro o músculo irá relaxar e alongar, deixando as fibras mais soltas e relaxadas… é como se deixasse a ação da gravidade auxiliar no alongamento. Quanto mais você pensar em soltar o corpo ao invés de fazer força, maior será o seu resultado!

Boa sorte!

Autora: Tatiana Matsuo
Fonte: CTC Tati Pilates

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