O diafragma na respiração do Pilates

O diafragma na respiração do Pilates

Conforme solicitado, segue o “discurso” tão enfatizado nas nossas aulas, mas agora por escrito, caso queiram relembrar em casa. Tendo uma noção um pouco maior sobre o diafragma, facilitaremos a assimilação do mecanismo da respiração tóraco-lateral, somados à contração do CORE e controle da cintura escapular, cintura pélvica dos quadris e da coluna neutra. Boa leitura, crianças! E qualquer coisa perguntem!

O diafragma humano é um músculo estriado esquelético em forma de cúpula, que separa a cavidade torácica da abdominal. É importante para o parto, defecação, espirros, tosses e auxilia no processo da digestão devido à pressão no abdome. Além de determinar desordens como o soluço, que são espasmos involuntários do diafragma os quais propiciam a rápida entrada de ar nas vísceras respiratórias e fechamento espasmódico da glote – abertura da laringe. Sobretudo, é o principal agente responsável pela respiração, já que esta também recebe auxílio dos músculos intercostais e outros músculos acessórios.

É coberto pelo peritônio na face inferior, e é adjacente à pleura parietal na face superior.
O diafragma possui tendões periféricos que se anexam ao processo xifóide do esterno na face anterior, e na posterior, nas três vértebas lombares superiores. Já na face lateral, estão ligados às costelas inferiores 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e às flutuantes 11ª e 12ª, bem como nas suas cartilagens costais. Na parte superior do diafragma estão os ligamentos frenicopericárdicos que se ligam à base do pericárdio.

Conta com três aberturas principais: hiato aórtico – posterior ao ligamento arqueado mediano, não perfura o diafragma, passa entre as vértebras torácicas inferiores e o diafragma; forame da veia cava – centro tendíneo; e hiato esofágico-normalmente no pilar direito, no trecho em que passa pelo diafragma, a musculatura que envolve o esôfago se dá o esfíncter que retém o suco gástrico no estômago.

Durante a inspiração, o diafragma se contrai e desce, diminuindo pressão intratoráxica, favorecendo entrada do ar nos pulmões além da circulação sanquínea na veia cava inferir. Ainda, com a contração do diafragma, se dá a compressão das víceras abdominais e o aumento do diâmetro vertical do tórax. Já na expiração ocorre o contrário, o diafragma relaxa e sobe, aumentando a pressão intratorácica conduzindo o ar para fora dos pulmões.

Com o processo da respiração desempenhada nas nossas aulas de PILATES, esse músculo é também estimulado e treinado da mesma forma que os outros músculos do nosso corpo. Assim, a capacidade dos pulmões em captar o ar é potencializada, conduzindo a uma maior oxigenação das células.
Muitos alunos que nos procuram apresentam o tórax rígido ou ainda, utilizam a respiração acessória (esternocleido e escalenos) tensionando a cervical, pescoço e ombros.

A respiração do PILATES estimula a mobilização da coluna torácia, que tende a enrigecer com o envelhecimento. O abdome (também bastante enfatizado nas aulas) tem sua ação facilitada com a expiração, assim como o diafragma tem sua ação facilitada pelo quadrado lombar, agindo na estabilização da coluna vertebral. Ou seja, o padrão respiratório que desempenhamos tem características diafragmáticas, propiciando a melhor ação dos músculos abdominais sobre a proteção da coluna vertebral, e conexão mais eficiente entre tórax e pelve. Assim, simultânea à contração do CORE, caminhamos em direção à postura neutra segura, integrada e equilibrada.

Fonte: www.flexuspilates.com.br

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