Abordagens e Evolução do Pilates

Abordagens e Evolução do Pilates 

Desde a criação do método Pilates até os dias de hoje, podemos distinguir três correntes que caracterizam a evolução do método a partir da década de 70. Alguns aspectos da técnica como: conceito, programa, dicas, equipamentos e sensação durante a execução dos exercícios – sofreram algumas modificações ao longo das últimas décadas. Em um primeiro momento os conceitos de centro de força e inclinação posterior da pelve eram muito enfatizado; os programas visavam séries e seqüência de exercícios e a série apresentava poucos movimentos de extensão de coluna; as dicas utilizadas eram “aperte seu estômago”, “aperte seu glúteo”, “deixe a coluna reta no chão”, “contraia a musculatura posterior do tronco”; os equipamentos possuíam 4 molas de mesma intensidade e objetivava-se o aumento da resistência como progressão, além de os ajustes serem muito restritos ou nenhum. As sensações dos exercícios eram: externas, rápidas, difícil, apertado, forte. Ou seja, uma abordagem de “compressão”, um tanto quanto rígida e unidimensional. 

Num segundo momento foram incluídos os conceitos de pelve e coluna neutra e de estabilização escapular. Os programas tornaram-se mais individualizados de acordo com uma avaliação prévia do praticante e novas modificações foram introduzidas. As dicas passaram a ser: “umbigo nas costas”, “queixo no peito” e “escápulas para baixo”, entre outras. Os equipamentos mudaram para 5 molas com diferentes intensidades e mais possibilidades de ajuste. As sensações dos exercícios tornaram-se: intenso, controlado, integrado, atento e de esforço. Esta visão abordava a “contração” e pode ser considerada bidimensional.  A partir do ano 2000, os conceitos expandiram-se para a utilização do assoalho pélvico, posição frontal, dorsal e lateral, e espirais internos. Nos programas foram incluídos exercícios em pé, mais extensões e a utilização de protocolos terapêuticos na prática do método. As dicas agora são: “suavize o esterno”, “apóie sobre os ísquios”, “cresça para o alto”, “aproxime as escápulas”, “deslize as costelas sobre a pelve”, “conecte os músculos do quadril”, entre outras. Os equipamentos também evoluíram para oferecer mais conforto e ajustabilidade aos praticantes. Os exercícios, com relação às sensações tornaram-se mais macios, fáceis, naturais com conexões internas, complexos com oposição de movimentos, fluídos e mais funcionais. Isto indica uma transição para uma abordagem de “conexão” e tridimensional. Todas estas mudanças ocorreram em função dos novos conhecimentos científicos anatômicos e biomecânicos, bem como a utilização da técnica para objetivos cada vez mais distintos tanto no que diz respeito ao condicionamento físico e mental quanto ao de reabilitação. 

Para mais informações sobre Pilates acesse www.pilatesstudiofit.com.br

Fonte: Renata Moraes, instrutora certificada pela STOTT PILATES

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